Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Remédios vão ficar mais caros a partir de 3ª; alta pode chegar a 5%

O cálculo do reajuste considera a inflação acumulada nos últimos 12 meses, ou seja, de fevereiro de 2024 a fevereiro de 2025

29/03/2025 20:27, atualizado 30/03/2025 08:53
Daniel Ferreira/Metrópoles
Governo defende que medida poderá aumentar a arrecadação, mas o relator do projeto, senador Humberto Costa, é contra

O reajuste no preço dos medicamentos pode entrar em vigor já na próxima terça-feira (1º/4), conforme determinação da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão vinculado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O aumento no valor dos remédios pode chegar a 5,06% no mês de abril.

A CMED tem até segunda-feira (31/3) para anunciar os preços autorizados e, assim, definir o teto do reajuste dos medicamentos no país.

Os valores do reajuste serão publicados no Diário Oficial da União (DOU).

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

O cálculo é feito com base na inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acumulada nos últimos 12 meses (de fevereiro de 2024 a fevereiro de 2025). Além disso, entram na conta:

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
  • produtividade das indústrias farmacêuticas;
  • custos não captados pela inflação; e
  • concorrência de mercado.

O reajuste deve incidir sobre a maioria dos medicamentos comercializados no país, mas haverá uma variação conforme a concorrência no mercado. Em 2024, o teto definido foi de 4,5% — menor patamar desde 2020.

Vale ressaltar que a recomposição dos preços não é imediata. Isso porque o aumento pode ser implementado de forma progressiva até março de 2026, quando a CMED definirá um novo reajuste.