Recorde em MG, DF, RJ: por que faz tanto frio no Centro-Sul do país?

O Metrópoles conversou com meteorologistas para saber o que provocou este frio intenso no Centro-Sul nos últimos dias

atualizado

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1 de 1 trabalhadores-enfrentam-frio-df-10 - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFlto

O Sudeste e Centro-Oeste do país (Centro-Sul) registraram menos de 10°C e bateram o recorde de frio para 2026 em suas respectivas regiões. Segundo o Climatempo, a previsão é que o frio permaneça no Centro-Sul nesta reta-final do outono até o começo do inverno.

A madrugada de 7 de junho foi gelada no Sudeste do Brasil. Temperaturas próximas e abaixo dos 10°C ocorreram de forma generalizada sobre a região, em todos os estados.

No Centro-Oeste não foi muito diferente. Em Brasília, assim como em Goiás, as temperaturas também foram baixas.

O Metrópoles conversou com meteorologistas para saber o que provocou este frio intenso no Centro-Sul e quais são os cuidados que devemos ter durante as temperaturas mais baixas.

Segundo o meteorologista da UFRJ, Wanderson luiz, esta frente fria é provocada por uma massa de ar frio e seco de origem polar que se forma nas regiões de alta latitude vindas da Antártica, entra pelo Sul do país e depois se prolifera.

“A combinação entre ar seco, céu praticamente sem nuvens e noites mais longas nesta época do ano criou condições favoráveis para o resfriamento radiativo da superfície, derrubando as temperaturas”

Vitor Takao, meteorologista do Climatempo, detalha que o ar gelado atua em primeiro momento no Sul, no entanto, avança de forma concomitante para outras áreas.

“O frio se expande à medida em que essa área de alta pressão associada à massa de ar polar vai se deslocando, o que provocou essa queda mais acentuada nas temperaturas no Sudeste e no Centro-Oeste”, afirmou.

Previsão: ciclones e chuva atípica antes de novo frio

O bloqueio de ar seco vai romper nos próximos dias devido à formação de dois fracos ciclones na costa da Região Sul.

Segundo o Climatempo, ciclones podem não trazer ventanias, mas irão empurrar frentes frias que provocarão chuvas atípicas para o mês de junho no Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

“A frente fria, antes de causar a queda nas temperaturas, causa chuva. Teremos o aumento da chuva e muitas cidades podem bater o volume esperado para todo o mês”, afirma Takao.

Após a instabilidade, uma nova massa polar ainda mais potente é esperada para a próxima semana.

Riscos à saúde e cuidados essenciais

A combinação de frio e ar seco gera um estresse fisiológico perigoso neste período de frio intenso. O pneumologista Ygor Mourão, do Hospital de Base de Brasília, alerta que o ressecamento da mucosa nasal desprotege o sistema respiratório.

“Isso aumenta a suscetibilidade para infecções virais como Influenza e Covid-19, além de agravar quadros de asma, rinite e DPOC”. Oespecialista ainda acrescentou que o frio também causa fissuras na pele e eleva o risco de infartos e AVCs.

Como medidas preventivas, o doutor Ygor enfatizou um cuidado especial na parte nasal do corpo. “Fazer o uso de umidificadores, toalhas úmidas, aquela questão de manter os ambientes arejados, evitar aglomerações, fazer uma ingesta hídrica adequada, o uso da higiene pessoal, concentração salina na região nasal”

O especialista também alerta que pneumopatas precisam manter medicações, e fazer o uso de maneira adequada, porque apreseentam um quadro de vulnerabilidade nesta época do ano.

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