Receita busca solução para criar delegacia contra crime organizado

Segundo o secretário da Receita Federal, alteração normativa será incluída em algum projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida do secretário especial da Receita Federal do Brasil, Robinson Barreirinhas - Metrópoles - Foto: Diogo Zacarias/MF

O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, afirmou nesta sexta-feira (31/10) que a delegacia para o combate ao crime organizado do órgão deve ser criada ainda em 2025. De acordo com ele, a instrução normativa para possibilitar a criação será incluída como “jabuti” em algum projeto de lei que esteja em tramitação avançada no Congresso Nacional.

Barreirinhas explicou que a alteração burocrática estava, inicialmente, inserida na Medida Provisória alternativa ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que perdeu a validade no começo do mês, e por isso, a delegacia ainda não foi criada.

Ele explicou, ainda, que serão criadas mais 10 delegacias de repressão a organizações criminosas. Atualmente, disse, já existem equipes espalhadas pelo país com esse objetivo.

A declaração foi dada em uma coletiva de imprensa, na sede do Ministério da Fazenda, para detalhar a “Operação Fronteira”, em combate ao contrabando de mercadorias.

Operação Fronteira

Finalizada nesta sexta, a Operação Fronteira é a maior operação de combate a contrabando e descaminho no Brasil, com desdobramento em lavagem de dinheiro, evasão, sonegação fiscal e financiamento de organizações criminosas.

Ao todo, aconteceram ações em 20 Estados e 60 municípios brasileiros. A operação resultou na apreensão de R$ 160 milhões em mercadorias apreendidas, número que ainda pode ser alterado, segundo a Receita.

“Nesse momento conturbado sobre a segurança pública no Brasil, ficamos felizes em ter concluído a maior operação de fronteiras no Brasil. Um trabalho de coordenação, essa operação foi planejada com inteligência e com cooperação com todos os órgãos”, disse o secretário.

Ele comemorou também que a operação foi concluída sem que fosse disparado um único tiro, o que chamou de ação coordenada de inteligência.

Confira os principais números da operação:

  • 1.800 abordagens aproximadamente, incluindo portos e aeroportos;
  • 27 prisões em flagrante, de pessoas envolvidas com tráfico de drogas e contrabando;
  • 3,5 toneladas de drogas apreendidas, sendo aproximadamente 600 Kg de cocaína;
  • 215 mil litros de bebidas destiladas adulteradas apreendidos (com rótulos e embalagens);
  • Prédio de 20 andares em Belo Horizonte interditado;
  • Frustração de roubo de 1 mil pistolas em ambiente alfandegado, que iriam parar nas mãos de organizações criminosas;
  • 1 aeronave apreendida com mais de 500 smartphones de alto valor;
  • 220 veículos apreendidos;
  • R$ 160 milhões em mercadorias apreendidas.

O secretário ressaltou a importância da cooperação entre os diversos órgãos estaduais e Polícia Federal para o sucesso da operação.

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