Quem são as ex de Jairinho cogitadas a prestar depoimento nesta quarta

As duas mulheres tiveram seus filhos agredidos por Jairinho, de acordo com relatos. Uma delas era vítima de ataques do ex-vereador

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Nesta quarta (15/12), ocorre o terceiro dia de audiências do júri de Jairo Souza dos Santos Júnior, o doutor Jairinho, e Monique Medeiros, réus pela morte do menino Henry Borel. Duas ex-namoradas de Jairinho foram cogitadas para prestar depoimento. Em comum, ambas relataram ter filhos agredidos pelo ex-parlamentar.

Uma delas é a cabeleireira Natasha de Oliveira Machado, a única com intimação confirmada pelo tribunal, que se relacionou com Jairinho de 2010 a 2014. Ela acusou o político de ter atacado sua filha, na época com 4 anos.

A outra é a assistente social Debora Mello Saraiva, amante de Jairinho por seis anos. Ela revelou que o vereador agredia ela e seu filho, quando este tinha cerca de 3 anos de idade.

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Monique Medeiros, a mãe do menino Henry Borel
A mãe de Henry já havia participado do primeiro julgamento
Jairinho esteve pela primeira vez no Tribunal do RJ para o julgamento do caso Henry
O ex-vereador conseguiu uma autorização em outubro para ver o primeiro dia de audiência na prisão
Deputado estadual, Coronel Jairo, pai do ex-vereador Dr. Jairinho
O ex-vereador Dr. Jairinho e a professora Monique Medeiros ficaram frente a frente pela primeira vez após a prisão
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O ex-vereador Dr. Jairinho e a professora Monique Medeiros ficaram frente a frente pela primeira vez após a prisão

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Monique Medeiros, a mãe do menino Henry Borel
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Monique Medeiros, a mãe do menino Henry Borel

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A mãe de Henry já havia participado do primeiro julgamento
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A mãe de Henry já havia participado do primeiro julgamento

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Jairinho esteve pela primeira vez no Tribunal do RJ para o julgamento do caso Henry
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Jairinho esteve pela primeira vez no Tribunal do RJ para o julgamento do caso Henry

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O ex-vereador conseguiu uma autorização em outubro para ver o primeiro dia de audiência na prisão
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O ex-vereador conseguiu uma autorização em outubro para ver o primeiro dia de audiência na prisão

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Deputado estadual, Coronel Jairo, pai do ex-vereador Dr. Jairinho
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Deputado estadual, Coronel Jairo, pai do ex-vereador Dr. Jairinho

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Jarinho conversa com o seu advogado no plenário
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Jarinho conversa com o seu advogado no plenário

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Os depoimentos devem funcionar como peças importantes no julgamento porque podem ajudar a traçar o perfil agressivo do réu contra crianças que, segundo as investigações, existia muito antes de Henry.

Henry morreu em 8 de março, com 4 quatro anos de idade. Segundo o Ministério Público do estado do Rio de Janeiro (MPRJ), o médico torturou o garoto até a morte, e Monique sabia das agressões e nada fez para impedir.

Natasha Oliveira

Em 2010, a cabeleireira Natasha de Oliveira Machado conheceu Jairinho. Os dois ficaram juntos até 2014, e chegaram a ser noivos. Quando o caso de Henry veio à tona, a mulher procurou Leniel Borel de Almeida Júnior, pai do menino, e contou que sua filha também havia sofrido agressões.

Natasha, sua mãe e sua filha, então, prestaram depoimento na Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV) e na 16ª DP (Barra da Tijuca), que investigou a morte do garoto. De acordo com a mulher, quando a menina tinha 4 anos, Jairinho bateu a cabeça dela contra a parede do box de um banheiro.

Quando o ex-vereador foi indiciado, Natasha disse que se sentiu “aliviada” em entrevista ao Metrópoles, em abril. “Estou com a sensação de dever cumprido. A justiça foi feita. Agora, vamos aguardar para as coisas acontecerem”, falou.

A menina contou à Polícia que foi pisada pelo vereador enquanto nadava numa piscina, para que ela ficasse no fundo e não conseguisse emergir. Já a avó da criança relatou que, ao questionar o político carioca sobre um machucado na testa da pequena, ele respondeu que o ferimento foi provocado por uma batida no console do carro após freada brusca durante ida a um shopping.

Em outra ocasião, disse a avó, a garota chegou com o braço imobilizado e Jairinho afirmou que a enteada teria se lesionado no decorrer das aulas de judô. A avó afirmou ter estranhado o comportamento da neta quando ela lhe agarrou e, chorando e vomitando, pediu para que não a deixasse sair sozinha com o padrasto.

Cerca de oito meses depois, ao assistir a um programa de televisão que abordava casos de violência doméstica, a menina admitiu as agressões sofridas. Jairinho sempre negou as acusações da ex-namorada.

Debora Saraiva

Já Débora Mello Saraiva se relacionou com Jairinho por seis anos. Durante este período, ela e seu filho teriam sido vítimas de agressões do ex-vereador. Entretanto, ela deu depoimentos contraditórios à Polícia após a prisão do médico: primeiro, negou que Jairinho tivesse feito qualquer coisa de errado com ela. Depois, mudou sua versão e revelou as torturas.

Quando seu filho tinha 3 anos, ele teria passado por ataques praticados pelo então namorado da mãe. Jairinho e Débora começaram a se relacionar no final de 2014 e ficaram juntos por seis anos. O relacionamento terminou em outubro de 2020, depois que ela descobriu que o vereador estava com Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel.

Em dezembro de 2020, entretanto, ela voltou a ter contato com ele, e chegou a reencontrá-lo por três vezes em janeiro de 2021. Voltaram, assim, a ter um relacionamento, segundo depoimento que deu à Polícia.

Seu papel nas audiências, caso participe, deverá ser ainda mais relevante porque Jairinho mandou mensagem para ela no dia do crime, duas horas antes do horário em que disse ter encontrado Henry morto. Os dois discutiram sobre terminar o relacionamento extra conjugal.

Tanto por meio do segundo depoimento quanto por diligências, a polícia descobriu que Jairinho agredia Debora e seu filho. Um prontuário médico mostrou uma lesão: o então vereador quebrou um dedo do pé da vítima após uma discussão por ciúmes. De acordo com os depoimentos, os dois tinham um relacionamento abusivo.

“Há ainda relatos da vítima de outros fatos pretéritos, tais como chutes, golpes chamados ‘mata-leão’, puxões de cabelo, mordidas na cabeça, soco no rosto, agressões verbais, xingamentos e ameaças diversas”, informou a Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima.

Já contra a criança, uma das lembranças revelou que, em uma ocasião, o vereador levou o menino para um passeio sozinho e depois apareceu com o fêmur fraturado. O agora réu justificou, na época, que o menino havia prendido a perna no cinto de segurança e caído ao descer do carro.

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