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Brasil

Jairinho mandou mensagem para amante 2h antes de "socorrer" Henry

Débora Mello havia terminado o relacionamento um dia antes. Vereador tentava evitar rompimento

Adriana Cruz04/05/2021 18:35, atualizado 04/05/2021 19:45
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Aline Massuca/Metrópoles
Jairinho, indo fazer exame de corpo delito no IML do Rio

Rio de Janeiro – O médico e vereador Jairo Souza Santos Junior, o Dr. Jairinho, (sem partido), mandou mensagem para a amante, Débora Mello Saraiva, de 34 anos, cerca de duas horas antes do horário que disse ter encontrado o menino Henry Borel, de 4 anos, caído no chão, na madrugada do dia 8 de março.

“Pelo amor de Deus”, respondeu ele a Débora, à 1h57, segundo relatório da Polícia Civil sobre o caso. A frase era uma tentativa de impedir o fim do relacionamento anunciado por Débora, no dia anterior, às 15h57, também em mensagem: “Tô cansada de você!”.

Jairinho voltou a conversar com a amante na manhã do dia 8, às 11h47, sem mencionar a morte do menino, o que chamou a atenção dos investigadores.

O menino já chegou morto ao Hospital Barra D’or, zona oeste, segundo a equipe médica. Na primeira versão de seu depoimento à polícia, Monique alegou que havia encontrado Henry primeiro, caído no chão, e acordado Jairinho para socorrê-lo, às 3h30. Mas, em carta, a mãe mudou a versão, disse que Jairinho a chamou para ver a criança, que já estava na cama.

Débora declarou à polícia que ela e o filho foram agredidos pelo político. Dr. Jairinho e Débora começaram a se relacionar no final de 2014 e ficaram juntos por seis anos. O relacionamento terminou em outubro de 2020, depois que ela descobriu que o vereador estava com Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel.

À polícia Débora disse que voltou a ter contato com Jairinho em dezembro de 2020 e o que o reencontrou três vezes em janeiro de 2021.

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Jairinho, padrasto de Henry Borel Medeiros, ao ser preso por suspeita de participação na morte do garoto
Jairinho e Monique Medeiros, padrasto e mãe de Henry Borel Medeiros, ao serem presos no dia 8 de abril
Jairinho, padrasto de Henry Borel Medeiros, ao ser preso no dia 8 de abril
Jairinho foi preso junto com Monique Medeiros, mãe de Henry Borel
Jairinho, padrasto de Henry Borel Medeiros, ao ser preso no dia 8 de abril
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Jairinho, padrasto de Henry Borel Medeiros, ao ser preso no dia 8 de abril

Tânia Rêgo/Agência Brasil
Jairinho, padrasto de Henry Borel Medeiros, ao ser preso por suspeita de participação na morte do garoto
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Jairinho, padrasto de Henry Borel Medeiros, ao ser preso por suspeita de participação na morte do garoto

Tânia Rêgo/Agência Brasil
Jairinho e Monique Medeiros, padrasto e mãe de Henry Borel Medeiros, ao serem presos no dia 8 de abril
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Jairinho e Monique Medeiros, padrasto e mãe de Henry Borel Medeiros, ao serem presos no dia 8 de abril

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Jairinho, padrasto de Henry Borel Medeiros, ao ser preso no dia 8 de abril
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Jairinho, padrasto de Henry Borel Medeiros, ao ser preso no dia 8 de abril

Tânia Rêgo/Agência Brasil
Jairinho foi preso junto com Monique Medeiros, mãe de Henry Borel
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Jairinho foi preso junto com Monique Medeiros, mãe de Henry Borel

Reprodução

Há contradições ainda sobre os horários em que Monique e Jairinho teriam ido dormir. Jairinho alega que viu uma série na TV até 1h, enquanto Monique relatou que os dois ficaram acordados até 1h50.

Jairinho e Monique Medeiros foram indiciados por tortura e homicídio qualificado com emprego de tortura na morte de Henry.

O casal está com a prisão decretada até o próximo dia 8 por obstrução às investigações e coação de testemunhas. O inquérito está nas mãos do promotor Marcos Kac, do Ministério público, para oferecimento da denúncia à Justiça.

O outro lado

Braz Sant’Anna, advogado de Jairinho, disse que vai aguardar a citação do vereador para falar nos autos do processo. A defesa de Monique informou que “o Inquérito Policial foi finalizado prematuramente com erros investigativos. Foram reinquiridas várias pessoas e admitida mudança de seus relatos. Monique não teve igual direito, em “dois pesos e duas medidas”. Mesmo a reconstituição dos fatos, baseada em versão irreal de Monique sob coação e dissimulação, é imprestável”.

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