Justiça: quem furou fila da vacinação no AM não terá 2º dose antes do prazo

Nove pessoas fora do grupo prioritário, entre elas servidores públicos, são suspeitos de terem recebido o imunizante

atualizado 24/01/2021 14:47

Pessoa é vacinada contra Covid-19 no BrasilFábio Vieira/Metrópoles

A Justiça Federal determinou, na noite de sábado (23/1), que quem furou a fila de vacinação dos grupos prioritários contra a Covid-19 no Amazonas não terá direito à segunda dose antes do prazo.

De acordo com a decisão da juíza Jaiza Maria Pinto Fraxe, as pessoas que tomaram a primeira dose de forma indevida no estado — quatro estudantes da área da saúde, dois advogados, um casal e a secretária e o subsecretário Municipal de Saúde — podem ser presas em flagrante caso tomem a 2ª dose fora dos grupos em que se enquadram. As informações são do G1.

A vacinação foi suspensa em Manaus (AM) na quinta-feira (21/1) após o Ministério Público do Amazonas abrir investigação sobre possíveis irregularidades na aplicação da vacina, com pessoas “furando a fila” de grupos prioritários. A prefeitura informou que a vacinação foi retomada no sábado (23/1).

A capital do Amazonas vive um colapso na saúde após ver um aumento do número de casos do novo coronavírus. As unidades hospitalares da cidade sofrem com o desabastecimento de oxigênio para tratar pacientes com Covid-19.

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Além da proibição da aplicação da 2ª dose, a juíza também determinou que a Prefeitura de Manaus apresente um boletim, todos os dias até às 22h, para informar sobre quem foi vacinado. O boletim deve ter o nome, o CPF, a profissão e o local onde a aplicação ocorreu. A multa diária à prefeitura, no caso de descumprimento, será de R$ 100 mil.

“O juízo não aceitará desculpas de qualquer privilegiado e […] desde já fica consignado que quem ‘furou a fila’ não terá o direito de receber a 2ª dose, até que chegue a sua vez, sem prejuízo de indenização à coletividade que foi lesada pelo artifício imoral e antiético”, disse a juíza em trecho da decisão.

Jaiza ironizou o comportamento da secretária Municipal de Saúde, Shádia Fraxe, e o subsecretário por terem tomado a 1ª dose indevidamente, salientando que “visitar unidades de saúde não é estar na linha de frente”. Ela cobrou dos dois servidores o motivo de terem antecipado a imunização sem fazerem parte dos grupos prioritários.

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