Queiroga minimiza “pequena divergência técnica” da Saúde com a Anvisa

Agência reguladora emitiu recomendação diferente da pasta sobre aplicação de doses de reforço da vacina contra a Covid

atualizado 25/11/2021 16:31

Programa melhor em casa, que trata pacientes terminais em domicílio, faz 10 anos e o Ministro da Saúde Marcelo Queiroga [participa do evento no Rio de Janeiro 3Aline Massuca/ Metropoles

Em Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Tripartite do Ministério da Saúde, nesta quinta-feira (25/11), o ministro Marcelo Queiroga comentou as orientações divergentes dadas pela pasta e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre as doses de reforço da vacina contra a Covid-19.

“A orientação que o Ministério da Saúde fez foi para que essas vacinas fossem feitas preferencialmente com um imunizante diferente da imunização primária, com exceção das vacinas com RNA, que teriam o mesmo imunizante”, explicou Queiroga.

“Ainda não há um posicionamento sólido sobre a vacinação heteróloga [com imunizantes diferentes], porque tudo em relação à vacina é recente. A Anvisa é uma organização muito respeitada e tem sido uma fortaleza contra a pandemia”, continuou o médico.

O ministro minimizou a discrepância entre as organizações. Destacou, na orientação da Anvisa, a vacinação “preferencialmente homóloga”.

“É uma pequena divergência de natureza técnica que na minha opinião, em nada prejudica os rumos da campanha de vacinação. Sempre que houver necessidade de fazer determinadas adequações, nós todos aqui saberemos tomar as melhores decisões para o bom andamento da campanha de imunização contra a Covid-19.”

Um dia após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendar a aplicação da dose de reforço por meio da vacinação homóloga, isto é, com os mesmos imunizantes das duas doses iniciais, o Ministério da Saúde se reúne para alterar a nota técnica sobre o tema.

Entenda as divergências entre Saúde e Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou a aplicação da dose de reforço com vacinação homóloga, isto é, com os mesmos imunizantes das duas doses iniciais. A orientação foi anunciada nessa  quarta-feira (24/11), em reunião da diretoria colegiada do órgão.

A decisão contraria diretrizes do Ministério da Saúde. Segundo a pasta federal, a aplicação da dose de reforço deve ser feita com o imunizante da Pfizer, em todos os casos. Ou seja, mesmo que a pessoa tenha recebido a vacina da AstraZeneca ou da Janssen.

A agência sanitária recomendou a vacinação heteróloga apenas para quem tomou Coronavac. No caso de quem se imunizou com AstraZeneca ou Janssen, a fórmula da Pfizer pode ser aplicada como reforço se necessário, mas a preferência é pela dose extra com o mesmo imunizante.

Na semana anterior, o Ministério da Saúde anunciou a disponibilização da dose de reforço para os maiores de 18 anos. Na ocasião, a agência afirmou não ter sido consultada previamente pelo governo federal sobre a decisão.

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