Queiroga defende que estados e empresas invistam no piso da enfermagem

Em entrevista ao Metrópoles, ministro da Saúde disse que custo não pode ser repassado só "para os pacientes que contratam planos de saúde"

atualizado 06/09/2022 18:20

Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em entrevista ao Metrópoles Gustavo Moreno/Metrópoles

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, defendeu nesta terça-feira (6/9) que tanto os entes federativos quanto a iniciativa privada devem investir para pagar o piso do setor da enfermagem.

Em entrevista ao Boletim Metrópoles 2ª Edição, o cardiologista afirmou que o governo federal vai “prestar os esclarecimentos dentro do devido processo legal e defender a sanção que o presidente da República fez do projeto de lei”.

“Todos temos que fazer a nossa parte, dar a nossa cota de colaboração. Os nossos estados e municípios, por exemplo, têm mais de R$ 32 bilhões em recursos federais. A iniciativa privada também tem que investir na sua enfermagem”, argumentou.

Queiroga declarou que o custo dessa mudança não pode ser repassado só “para os pacientes que contratam planos de saúde”.

O projeto de lei que instituiu o piso salarial para profissionais da enfermagem foi aprovado no Congresso Nacional e sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). No domingo (4/9), porém, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a medida e definiu prazo de 60 dias para que a categoria esclareça o impacto financeiro do projeto.

O ministro determinou que os esclarecimentos devem ser dados antes de o piso entrar em vigor. Barroso aponta “risco concreto de piora na prestação do serviço de saúde” por causa da possibilidade de demissão em massa e redução da oferta de leitos que pode ser causada pela elevação de despesas com o piso.

Veja a entrevista completa:

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