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Brasil

Quase 50% dos trabalhadores viram renda diminuir ou acabar, mostra CNI

Pesquisa aponta que 32% dos trabalhadores brasileiros tiveram queda na renda e 14%, perda total na pandemia. Apenas 10% conseguiram aumento

28/04/2021 07:54, atualizado 28/04/2021 09:24
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Hugo Barreto/Metrópoles
Agência do trabalhador

Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (28/4) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que quase metade dos trabalhadores brasileiros viram a renda diminuir ou acabar na pandemia: 32% dos entrevistados observaram queda na renda obtida pelo salário e 14%, perda total, somando 46%.

De acordo com o levantamento, para 41% dos consultados, a renda ficou estável, e 10% registraram aumento dos vencimentos.

Para os próximos meses, 3% dos trabalhadores esperam perda total da renda, 9% projetam redução parcial e 83% acreditam que não haverá mudança.

Em função das incertezas por causa da pandemia de Covid-19, 71% dos entrevistados dizem ter reduzido os gastos. Entre os motivos apontados, estão insegurança quanto ao futuro (38%), perda parcial ou total da renda (30%) e fechamento do comércio (27%).

Recuperação em 2022

A sondagem também apontou que 71% dos brasileiros acreditam que a economia não deve dar sinais de retomada no corrente ano e só deve se recuperar em 2022.

O dado mostra aumento de dez pontos percentuais no pessimismo do brasileiro em um intervalo de nove meses — em julho, eram 61%. A falta de vacina e a percepção sobre o impacto da pandemia na economia influenciam esse sentimento.

Do total de entrevistados, 83% consideram o ritmo de vacinação no Brasil lento e 35% das pessoas que ainda não foram imunizadas não têm expectativa de serem vacinadas esse ano. Dados oficiais mostram que apenas 13,2% da população foram vacinadas.

Batizada de “Os brasileiros, a pandemia e o consumo”, a pesquisa divulgada pela CNI foi realizada pelo Instituto FSB Pesquisa. Esta é a terceira edição do levantamento.

Foram entrevistadas 2.010 pessoas, entre 16 e 20 de abril, por telefone. A margem de erro do estudo é de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

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