Pura contradição: em ato pró-democracia, manifestantes pregam “ditadura proletária”

Caso curioso ocorreu neste domingo (14/06), na Avenida Paulista, onde eram realizadas manifestações contra o presidente Jair Bolsonaro

atualizado 14/06/2020 23:16

protesto na avenida paulistaGlobonews/Reprodução

Uma bandeira (foto em destaque) chamou a atenção em ato contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e a favor da democracia, na tarde deste domingo (14/06), na Avenida Paulista, em São Paulo.

Com os dizeres “Em defesa da revolução e ditadura proletárias”, manifestantes que, em tese, são favoráveis à democracia, pregavam um regime de exceção.

No cartaz, segurado por dois jovens, a mensagem era atribuída ao Partido Operário Revolucionário (POR), organização revolucionária brasileira criada em 1953 e inspirada em Leon Trotsky, um dos principais líderes da Revolução Russa de 1917.

O termo “ditadura do proletariado” foi usado pelos idealizadores do marxismo, Karl Marx e Friedrich Engels, em suas obras, no século XIX, para indicar o poder das classes trabalhadores e sobreviveu neste domingo na Paulista. O POR não tem registro na Justiça Eleitoral, ou seja, não existe formalmente como partido. Também não tem representação no Congresso.

Protesto

Dados oficiais repassados pela Polícia Militar de São Paulo (PMSP) sobre os protestos ocorridos neste domingo (14/06) na região da Avenida Paulista e no centro da cidade indicam que a manifestação contrária ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) reuniu 10 vezes mais pessoas que o ato em favor do presidente.

Segundo a PM, a manifestação pró-Bolsonaro reuniu somente 100 pessoas. Já o ato dos grupos que querem a saída do presidente do poder reuniu mil pessoas.

A disputa pelas ruas deve continuar no próximo fim de semana, já que os dois atos se encerraram com uma convocação para nova passeata em 21 de junho, também na Avenida Paulista.

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