Manifestantes contra Bolsonaro fazem ato na Avenida Paulista

Vestidos com cores escuras, eles carregam bandeiras de partidos e uma da Palestina para se contraporem aos apoiadores do presidente

atualizado 14/06/2020 15:36

PROTESTO ANTIFACISTA AV PAULISTA cFELIPE BELTRAME/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS

Um grupo de manifestantes contrários ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) está reunido, desde o início da tarde deste domingo (14/06), na Avenida Paulista, em São Paulo (SP).

Com roupas majoritariamente escuras, eles empunham bandeiras de partidos,  como PSTU e PT, e carregam uma bandeira da Palestina. Apoiadores do presidente costumam sair de roupas nas cores verde e amarela, além de carregarem bandeiras de Israel.

Além disso, há cartazes com frases a favor da democracia e uma faixa com a inscrição: “Impeachment de Bolsonaro”. A concentração teve início por volta das 13h no vão do Masp.

Apoiadores do presidente

Com a Esplanada dos Ministérios fechada, por ordem do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), um grupo de aproximadamente 100 apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) reuniu-se no início da tarde deste domingo (14/06) em frente ao Quartel General do Exército.

Com bandeiras e blusas do Brasil, os manifestantes – que antes tentaram furar o bloqueio na Esplanada – repudiaram a decisão do governador. Enquanto se manifestavam, os apoiadores do presidente gritavam “Fora, Ibaneis!” e “Pelo nosso direito constitucional de protestar”.

Após a concentração, o grupo decidiu fazer uma carreata até o Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal (GDF).Veja:

Além de ter fechado a Esplanada para manifestações, o decreto reforçava que, para haver protestos no DF, o grupo deveria encaminhar um pedido de autorização à Secretaria de Segurança Pública.

Segundo o secretário da Segurança Publica do DF, Anderson Torres, não houve qualquer pedido protocolado para a realização de atos. As únicas solicitações eram para a Esplanada, que foram automaticamente canceladas, no momento em que Ibaneis assinou o decreto.

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Furo do bloqueio

No meio da manhã, um pequeno grupo de apoiadores do presidente – não mais que 30 pessoas – tentou furar o bloqueio, determinado no sábado (13/06) pelo governador Ibaneis Rocha (MDB). A Polícia Militar, presente no local, negociou para que a ordem fosse mantida. Veja vídeo:

Os manifestantes carregavam bandeiras do Brasil e empunhavam bandeiras e entoavam palavras de ordem contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e também criticavam Ibaneis Rocha pelo fechamento da Esplanada. Um deles, que se identificou como policial civil do Rio de Janeiro, portava uma arma. Ele não quis falar com a reportagem.

O suposto policial também carregava uma caixa com fogos de artifício. Veja fotos abaixo. No sábado à noite, em ato, um grupo de apoiadores do presidente queimou fogos na frente da corte.

Segundo o diretor-geral da Polícia Civil do DF, Robson Cândido, a Praça dos Três Poderes foi esvaziada após esse incidente. “A Esplanada estava fechada para manifestações. O decreto foi claro. E ainda tem a ordem proibindo aglomerações”, reforçou.

Fechamento da Esplanada 

No sábado (13/06), o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), decretou o fechamento completo da Esplanada para este domingo. A medida é uma resposta ao tom que parte dos manifestantes adotaram nos atos de ontem, durante e depois dos protestos a favor e contra o governo federal no centro de Brasília.

Em entrevista ao Metrópoles na noite de sábado, o governador Ibaneis disse que, enquanto as manifestações foram “ordeiras”, ele não interferiu: “Dei todo o apoio, como democrata que sou. Mas não vou aceitar os excessos”. E reforçou ainda seu papel no episódio dos recentes protestos. “Bolsonaro é o presidente da República, mas eu sou o governador, e como governador preciso garantir a ordem”, afirmou.

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Segundo a assessoria de imprensa da presidência do Senado, o grupo denominado 300 do Brasil tentou invadir áreas restritas do Congresso Nacional. Os manifestantes chegaram a subir na parte externa do monumento, onde ficam gôndolas próximas às cúpulas do Legislativo.

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