PT vê sucesso inédito nas redes e vai manter pressão sobre o Congresso

Líder do partido do presidente Lula, Lindbergh Farias afirmou ao Metrópoles que debate sobre tributação é legítimo e precisa ser mantido

atualizado

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Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a bandeira do PT
1 de 1 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a bandeira do PT - Foto: Ricardo Stuckert/PR

O PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva continuará a pressão que emparedou o Congresso nas redes sociais, diante da resistência do Legislativo em debater taxar os mais ricos e cobrar imposto de setores da economia atualmente isentos. Apesar de pressões por uma conciliação, o líder da legenda na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), afirmou ao Metrópoles que o “campo progressista” não pode recuar e se calar diante da defesa do que considera uma luta por justiça tributária.

“Claro que vai continuar, não podemos perder. É um debate legítimo na sociedade sobre os programas… Temos que defender a nossa posição. Querem que fiquemos calados? Não vejo problema algum em o PT e as forças progressistas defenderem e atuarem por uma tributação mais justa, em que os ricos paguem a conta”, afirmou Lindbergh Farias sobre a campanha deflagrada nas esquerda como reação à derrubada, pelo Congresso, do reajuste do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Essa rara vitória da esquerda na disputa de narrativas nas redes sociais está causando desconforto no Congresso.

Nas redes sociais, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), foi alvo de críticas e teve as contas do seu mandato escrutinadas. Perfis progressistas fizeram postagens apontando suposta contradição entre o discurso de corte de gastos e o custo do seu gabinete, e ainda sua atuação para aumentar o número de deputados federais. O debate irritou o chefe e os líderes do Centrão na Casa.

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O líder do PT, Lindbergh Farias
Hugo Motta, presidente da Câmara, durante votação da derrubada do decreto do IOF
Hugo Motta e o líder do PL, Sóstenes Cavalcante
Davi Alcolumbre, presidente do Congresso
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não tem conversado com bolsonaristas
O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ).
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O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ).

Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
O líder do PT, Lindbergh Farias
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O líder do PT, Lindbergh Farias

Vinícius Schmidt/Metrópoles
Hugo Motta, presidente da Câmara, durante votação da derrubada do decreto do IOF
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Hugo Motta, presidente da Câmara, durante votação da derrubada do decreto do IOF

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Hugo Motta e o líder do PL, Sóstenes Cavalcante
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Hugo Motta e o líder do PL, Sóstenes Cavalcante

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Davi Alcolumbre, presidente do Congresso
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Davi Alcolumbre, presidente do Congresso

Andressa Anholete/Agência Senado
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não tem conversado com bolsonaristas
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não tem conversado com bolsonaristas

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

No X, o termo “Congresso da mamata” chegou aos Trending Topics. Motta também foi chamado de “traidor” por ter chegado ao cargo com apoio do Planalto e impor uma derrota histórica aos aliados. O presidente da Câmara irritou o governo ao derrubar o reajuste do IOF de maneira abrupta e indicar resistência às alternativas de taxação dos mais ricos para atingir a meta fiscal.


A crise do Planalto com o Congresso, que envolveu o STF:

  • O governo anunciou no fim de maio o aumento no IOF para arrecadar quase R$ 20 bilhões, visando atingir a meta fiscal de 2025.
  • O Congresso reagiu mal. Após reunião com os presidentes da Câmara e do Senado, o Planalto recuou, diminuindo o reajuste.
  • Executivo e Legislativo acordaram o envio de uma Medida Provisória (MP) para completar a verba que o Executivo deixaria de arrecadar com o recuo do IOF.
  • O clima azedou pouco depois, e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), pautou e aprovou a urgência do projeto que derrubava o reajuste do imposto. O requerimento foi aprovado em 16/6, com promessa de 15 dias para o governo encontrar uma saída política.
  • Antes do fim desse prazo, Motta surpreendeu o Planalto e até parte dos líderes da Câmara ao pautar e aprovar a derrubada de todo o reajuste do IOF no dia 25/6.
  • O governo alardeia que, sem o dinheiro do IOF e da MP, vai precisar cortar programas sociais e bloquear emendas parlamentares.
  • Após a derrota, o governo acionou o Supremo Tribunal Federal (STF), cuja intervenção poderia deflagrar uma nova guerra entre Poderes.
  • Nesta sexta-feira (4/7), o ministro Alexandre de Moraes derrubou as medidas do Executivo e Legislativo, convocando uma conciliação.

“Falam muito do ajuste fiscal, mas para cortar área social, saúde e educação… Na hora de contribuírem, porque os ricos no Brasil pagam muito pouco imposto, os bancos e fintechs não querem. Este é um debate legítimo, não vamos abrir mão. Até porque eles fazem um debate cotidiano contra os trabalhadores, pra desvincular o salário mínimo da previdência. Imagine no trabalhador, uma aposentado, ganhar menos que um salário mínimo”, reclamou Lindbergh.

O líder do PT conclui: “Eles falam todas as posições deles e ficam irritados como nós falamos as nossas posições”.

Decisão de Moraes levará a negociação entre Planalto e Congresso

O ministro STF Alexandre de Moraes suspendeu tanto os decretos do governo federal que aumentaram o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) quanto a decisão do Congresso Nacional que havia derrubado o reajuste do tributo.

De acordo com o magistrado, há fortes argumentos que indicam a razoabilidade na imediata suspensão da eficácia dos atos em questão. Moraes ressaltou que o objetivo é realizar audiência de conciliação é “pautar as relações dos Poderes Executivo e Legislativo no binômio independência e harmonia”.

O ministro ainda avisou que, após a audiência de conciliação, avaliará se mantém a medida cautelar que ele próprio assinou nesta sexta-feira (4/7). A reunião está marcada para 15 de julho.

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