PT precisa se aproximar de evangélicos e motoristas de app, diz Edinho
Durante congresso, presidente da sigla também voltou a dizer que esse é o momento de o PT ter humildade e ouvir a sociedade brasileira
atualizado
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O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, declarou que a sigla precisa ter humildade para se aproximar de dois segmentos da sociedade: os evangélicos e os motoristas de aplicativos. O dirigente discursou durante o encerramento do 8º Congresso Nacional do PT neste domingo (26/4), em Brasília.
Edinho também voltou a dizer que este é o momento de o partido ter humildade e ouvir a sociedade brasileira.
“A gente não pode ter reações, ou sermos reativos, quando a juventude evangélica diz que ela não quer conversar conosco. Nós temos que ter humildade e perguntar por que que a juventude evangélica não quer conversar conosco. Por que que o partido, que é o partido da classe trabalhadora, não é o partido da juventude evangélica que pertence à classe trabalhadora?”, afirmou.
Segundo Edinho, membros da sigla não podem “ficar irritados” quando perderem votos na periferia, mas devem buscar entender onde estão errando.
“Quando nós perdemos votos nas periferias, não adianta o PT ficar irritado com as periferias. Nós temos que ter a humildade de ir até as periferias e perguntar por que que as moradoras e os moradores das periferias – que nós governamos para eles, que nós queremos representá-los – nesse momento, não querem conversar conosco”, disse o dirigente.
Outras críticas
Como mostrou o Metrópoles, o presidente do PT ainda fez outras autocríticas ao partido. Segundo ele, por conta das redes sociais, muitas vezes a militância deixa de ter presença nos territórios.
“Penso que hoje, por conta do advento das redes sociais, nós muitas vezes ficamos só nas redes sociais e deixamos de ter presença nos territórios. É um fenômeno, nós estamos vivendo no século XXI. Tenho dito, e insisti agora, é que nós temos que ter mais presença organizativa”, declarou.
De acordo com Edinho, o manifesto do partido aprovado neste domingo aponta para essa direção: “No manifesto, está lá, que o PT tem que voltar a priorizar nucleação de base, que o PT tem que voltar a ter organização de base”.
“Penso que as redes são importantes, mas nada substitui a organização popular”, opinou.
Congresso do PT
O encerramento do congresso do PT contou com a participação dos governadores Elmano de Freitas (Ceará), Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte) e Rafael Fonteles (Piauí), além dos ministros Alexandre Padilha (Saúde), Leonardo Barchini (Educação), Márcia Lopes (Mulheres), Miriam Belchior (Casa Civil), Paulo Cordeiro (Esportes), Dario Durigan (Fazenda), José Guimarães (Relações Institucionais) e Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social).
Também participaram do evento o ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), a ex-ministra do Meio Ambiente e pré-candidata ao Senado por São Paulo, Marina Silva (Rede), e o ex-ministro da Educação Camilo Santana (PT).

