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O PT vai convocar seus militantes para uma vigília permanente em favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em São Bernardo do Campo, no Grande ABC (SP), onde ele mora. Além disso, decidiu pressionar a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, para ela pautar as ações sobre prisão após segunda instância a tempo de impedir uma detenção do petista.

Após se reunir com Lula na sede de seu instituto, em São Paulo, aliados que conversaram com a imprensa criticaram a presidente do STF por não pautar as ações diretas de constitucionalidade (ADC). Essa medida poderia inverter o placar do julgamento. Ao contrário, denunciam, a magistrada decidiu colocar em análise apenas o habeas corpus de Lula, negado na madrugada desta quinta-feira (5/4).

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) acusou Cármem Lúcia de perseguição política. “Enquanto ela não pauta as ações, cria uma instabilidade institucional extremamente prejudicial para a democracia e para o país, por opção dela”, declarou. Para o deputado, a ministra resiste em não pautar as ações para sustentar interesses da Operação Lava Jato: “O STF está sendo impedindo de exercer uma maioria por decisão absolutamente política.”

O governador do Piauí, Wellington Dias, também cobrou pautar as ações para garantir o direito de réus responderem a seus processos em liberdade, e não apenas Lula. “Tivemos uma manobra que impediu a votação das ADCs. Elas colocam uma posição sobre a presunção de inocência”, afirmou.

Já o presidente do PT em São Paulo e pré-candidato ao governo estadual, Luiz Marinho, afirmou que haverá uma vigília permanente de militantes em São Bernardo do Campo e manifestações em outros estados. “É um processo de protesto permanente para chamar a atenção à responsabilidade da presidente do Supremo”, declarou. “Exigimos e pedimos ao Supremo seja supremo de fato.”

O PT, junto com a frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, vai organizar uma vigília nesta sexta (6) para acompanhar Lula a partir de sua residência até a sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, onde um ato com o ex-presidente está programado para as 18h.

Após se encontrarem com Lula, seus aliados fizeram questão de dizer que ele estava “tranquilo”, “animado como sempre”. O petista não teria ficado surpreso com o voto de Rosa Weber. “Não surpreendeu, mas foi um voto bastante inusitado”, disse Paulo Pimenta, ao destacar que a ministra votou contra sua convicção pessoal acompanhando o entendimento da Corte firmado em 2016.

 

 

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