Programa de Michelle financiou ONG contrária a aborto de menina estuprada

O Pátria Voluntária repassou R$ 14,7 mil para a entidade antiaborto. A criança de 10 anos teve a identidade revelada antes do procedimento

atualizado 02/10/2020 10:30

Raimundo Sampaio/Esp. Metrópoles

Programa presidido pela primeira-dama Michelle Bolsonaro repassou R$ 14,7 mil a uma Organização Não Governamental (ONG) contra o aborto que teria atuado diretamente no caso da menina de 10 anos estuprada pelo tio que ficou grávida, em São Mateus (ES). A informação é do jornal O Globo.

Segundo a reportagem, o programa em questão é o Pátria Voluntária — criado em julho de 2019 pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O objetivo do programa é fomentar a prática do voluntariado e estimular o crescimento do terceiro setor, arrecadando dinheiro de instituições privadas e repassando para organizações sociais.

Esta não é a primeira vez que repasses do programa geram polêmica. No fim do mês passado, o Pátria Voluntária repassou, sem edital de concorrência, dinheiro de doações privadas a instituições missionárias evangélicas aliadas a Damares Alves, ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos.

A Associação de Missões Transculturais Brasileiras (AMTB), beneficiada com R$ 240 mil, foi indicada por Damares para receber os recursos, de acordo com documentos do programa Pátria Voluntária, liderado por Michelle, revelados pelo jornal Folha de S.Paulo.

Segundo os sites da Receita Federal e da própria AMTB, a associação tem o mesmo endereço de registro da ONG Atini, fundada por Damares em 2006, na qual a ministra atuou até 2015. A reportagem foi ao local, onde funciona um restaurante desde novembro de 2019.

 

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