Produção industrial avançou 1,8% em janeiro de 2026, diz IBGE

Segundo dados do Instituto Brasileira de Geografia e Estatística (IBGE), o avanço na produção industrial foi o maior desde junho de 2024

atualizado

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Indústria de Celulose
1 de 1 Indústria de Celulose - Foto: Xu wu/Getty Images

A produção industrial avançou 1,8% em janeiro de 2026, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (6/3).

De acordo com o órgão, esse foi o crescimento mais intenso desde junho de 2024, quando registrou alta de 4,4%. Em comparação com o mesmo mês do ano anterior, a indústria avançou 0,2% e interrompeu três meses consecutivos de queda na produção.

Segundo o gerente da pesquisa, André Macedo, o crescimento pode ser explicado pela queda intensa na produção no mês de dezembro, quando registrou -1,9%, sendo a queda mais elevada desde março de 2021 (-2,1%).

“Naquele mês, além do movimento de menor dinamismo que vinha caracterizando o setor industrial, observou-se também uma maior frequência de férias coletivas. Com a retomada das atividades produtivas no início do ano, ocorre uma recuperação de parte dessa perda”, disse.

Alta foi puxada por produtos químicos

No mês de janeiro, 19 das 25 atividades industriais pesquisadas tiveram taxas positivas, movimento que não era observado desde 2024.

Segundo o IBGE, as principais influências positivas foram dos setores de produtos químicos, com alta de 6,2%, veículos automotores, reboques e carrocerias, alta de 6,3% e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com 2,0%.

Com relação aos produtos químicos, os produtos que mais impulsionam o resultado deste mês foram os adubos e fertilizantes, herbicidas e fungicidas, todos ligados ao setor agrícola. No setor automobilístico, os destaques foram para caminhões e autopeças.

Entre as seis atividades com influência negativa, o recuo mais importante veio de máquinas e equipamentos, que teve diminuição de 6,7%, segunda taxa negativa consecutiva, acumulando perda de 11,8%.

“Nesta atividade, as principais perdas ficaram com bens de capital para fins industriais, grupamento relacionado aos investimentos para ampliação e modernização das plantas industriais, e para fins agrícolas. Lembrando que o comportamento negativo do setor guarda relação com o movimento de aumento de taxas de juros”, explicou Macedo.

Para o economista do ASA, Leonardo Costa, os dados de janeiro sugerem uma melhora no ritmo da atividade industrial no início de 2026, devolvendo a queda mais forte registrada em dezembro do ano passado.

“A despeito do resultado mais favorável de janeiro, a média móvel de 3 meses ainda índica leve piora da indústria na margem, com maior resiliência da indústria extrativa. Em 2026, projetamos a indústria com pouco fôlego de crescimento”, disse.

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