Procurador diz que Bolsonaro violou dignidade das vítimas do coronavírus
Segundo o representante do Ministério Público Federal (MPF), o presidente da República incitou a prática de uma "conduta ilícita"

O procurador da República Kleber Marcel Uemura afirmou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) violou a dignidade humana dos pacientes ao incentivar a invasão de hospitais para checar a ocupação de leitos durante a pandemia do coronavírus. As informações são do Uol.
Segundo o representante do Ministério Público Federal (MPF), Bolsonaro incitou a prática de uma “conduta ilícita” que “viola o direito à saúde e a dignidade humana dos pacientes”. Disse também que Bolsonaro atentou contra o livre exercício das funções dos profissionais de saúde “que não podem ser perturbados no momento que têm papel crucial no atendimento“.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles
Frequência de envio: Diário
Ver todasA fala do procurador foi feita em uma ação civil pública em que o PSol pede à Justiça que o presidente apague o vídeo em que faz o comentário das redes sociais e pague uma indenização por danos morais coletivos.
“Não é atribuição desta autoridade, por maior que seja, contrariar posicionamentos técnico-científicos de órgãos públicos dotados de competência e capacidade técnica para tanto. Afinal, o Brasil é um estado democrático de direito em que todos, sem exceção, estão submetidos ao império da lei”, afirmou.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesUemura recomendou, no entanto, a extinção do processo por considerar que, pela Constituição Federal, partidos políticos não ajuízam ações civis públicas.
Defesa
O advogado Guilherme Carloni Salzedas disse, ao defender Bolsonaro, que o vídeo não contém incentivo à invasão de hospitais e que o pedido do PSol caracteriza uma tentativa de censura. “A fala do sr. presidente encontra-se em um contexto de preocupação com desvio de recursos públicos”, rebateu.


















