Prisão domiciliar é vingança de Moraes por sanções dos EUA, diz Flávio

Filho do ex-presidente (PL) classificou decisão contra seu pai como “capítulo triste na história do Brasil”

atualizado

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Edilson Rodrigues/Agência Senado
Eduardo Bolsonaro atingiu o irmão Flávio
1 de 1 Eduardo Bolsonaro atingiu o irmão Flávio - Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, nesta segunda-feira (4/8), que tudo o que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes queria, ao determinar a prisão domiciliar do ex-presidente da República e pai dele, Jair Bolsonaro (PL), era “se vingar” por ter sofrido sanções dos Estados Unidos por meio da lei Magnitsky.

“Era tudo que o Alexandre de Moraes queria: se vingar do presidente Bolsonaro. Não bastou apenas ele desequilibrar o processo eleitoral (de 2022), como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e pesando mais a favor do nosso concorrente do que dele (Bolsonaro), afinal, missão dada é missão cumprida. Ele está concretizando mais um desejo seu, uma satisfação pessoal sua de colocar em prisão domiciliar a maior referência de todos nós na política aqui no Brasil hoje, em uma clara demonstração de vingança às sanções que ele sofreu pela lei Magnitsky”, disse em entrevista à CNN Brasil.

O ministro Alexandre de Moraes foi o autor da ordem de prisão domiciliar de Bolsonaro na tarde desta segunda-feira. O ministro do STF argumentou que Bolsonaro descumpriu medidas cautelares impostas por ele no dia 18 de julho deste ano. Bolsonaro foi impedido, por exemplo, de deixar a residência aos finais de semana e ficou obrigado a utilizar uma tornozeleira eletrônica.

Moraes foi sancionado pelos Estados Unidos por meio da lei Magnitsky. As empressas norte-americanas estão proibidas de realizar transações financeiras a serviço de Moraes. Isso envolve bancos internacionais com operações no Brasil, além de operadoras de cartão de crédito e plataformas digitais com sede ou vínculos jurídicos nos EUA. Também foi determinado o bloqueio de bens do ministro.

Capítulo triste

Flávio classificou a decisão de Moraes como “capítulo triste na história do Brasil” e também fez duras críticas ao ministro Moraes a quem disse que tem se comportado de maneira “imoral” e que estaria fazendo uma bagunça na democracia. “Nós não estamos mais em uma democracia. Um pessoa sozinha faz uma bagunça dessa na democracia brasileira.”

Flávio acrescentou que vai procurar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), para tratar de um pedido de impeachment do ministro Moraes.

“A bagunça que o Brasil está hoje é porque o Senado não age, e nós temos ali dezenas de parlamentares que estariam dispostos a buscar a normalidade, porque enquanto não for expurgada essa pessoa que está fazendo mal para a Suprema Corte, para a democracia, para o nosso país, a taxa Moraes está para mostrar como exemplo de que ele está fazendo mal para o nosso país, a gente vai continuar nisso”, frisou o parlamentar.

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