Print mostra pânico de servidora importunada por PRF que matou guarda
Diego foi alvo de um processo disciplinar por importunação sexual contra uma servidora da PRF, então colega de corporação
atualizado
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Um print obtido com exclusividade pelo Metrópoles expõe uma troca de mensagens entre o agente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Diego Oliveira de Souza e uma servidora da corporação que o denunciou por importunação sexual.
Diego é o homem que assassinou a ex-namorada, a então comandante da guarda municipal de Vitória (ES), Dayse Barbosa, 37 anos, e depois se suicidou, no Espírito Santo. O policial rodoviário federal matou Dayse na segunda-feira (23/3), após invadir a casa da vítima e disparar cinco vezes na cabeça da ex-namorada, enquanto ela dormia.
Com mais de cinco anos de corporação, o agente foi alvo de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) por importunação sexual contra a colega de trabalho. Diego e a vítima trabalhavam juntos, lotados em uma unidade da PRF de Niterói e, após o crime e o constrangimento da vítima, o agente resolveu mandar uma mensagem.
O contato do PRF estava bloqueado e, após a mulher desbloqueá-lo, ele ligou duas vezes. Incomodada, a servidora da PRF enviou uma mensagem para o policial.
“Diego, eu não vou te ligar. O que aconteceu foi horrível. Eu não estou bem com isso, mas fique tranquilo, que eu vou fingir que isso não aconteceu. Só que eu não vou ficar no plantão. E, por favor, não fale mais comigo”, escreveu a vítima.
Informações sobre a dinâmica da importunação não foram divulgadas.
Vítima relatou “medo” e “terror”
Durante o processo administrativo, a vítima de importunação sexual relatou insegurança ao continuar exercendo a profissão no mesmo local de trabalho de Diego. Segundo a servidora da PRF, foram dias de “terror” e “medo” após formalizar a denúncia contra o agente, pois temia ser assassinada, uma vez que alegava que ele não tinha controle emocional.
Ainda de acordo com ela, nesse período, o marido a esperava sair do plantão, armado e dentro do carro, caso Diego tentasse atacá-la.
Após 60 dias de investigação do PAD, a PRF do Rio de Janeiro optou por não afastar o agente preventivamente e deixou que a unidade na qual ambos estavam lotados tomasse as medidas cabíveis. Diego permaneceu em serviço e com porte de arma, sem monitoramento ou suspensão temporária do porte — a mesma arma foi usada para matar Dayse.
Questionada sobre o caso, a PRF explicou, em nota, que o processo começou em setembro e estava na fase final. Sobre a arma, informou que não havia base legal para retirá-la no curso do processo.
O Metrópoles procurou a PRF e aguarda retorno. O espaço segue aberto para o posicionamento.













