Principal delator do esquema de Witzel volta a dar aulas na Uerj

Edmar Santos, que responde por desvio de dinheiro público durante a pandemia, dá aulas na Faculdade de Ciências Médicas

atualizado 03/03/2021 15:26

Reprodução

Rio de Janeiro – O ex-secretário estadual de Saúde e um dos principais delatores do esquema de corrupção que afastou o governador Wilson Witzel (PSC) do cargo, Edmar Santos voltou a dar aulas na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).

Santos, que responde na Justiça por desvio de dinheiro público durante a pandemia do novo coronavírus, dá aulas de anestesiologia, de forma on-line, na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade. Ele estava afastado da Uerj, mas a licença terminou em fevereiro.

A Uerj informou que abriu uma sindicância e um Processo Administrativo Disciplinar para apurar as denúncias contra o ex-secretário, mas, por ser funcionário público, ele não pode ser afastado das funções até que a sindicância seja concluída, informou a TV Globo.

Na semana passada, Edmar Santos virou réu por improbidade administrativa, no processo que investiga possíveis fraudes na compra de mil respiradores para o tratamento de pacientes com a Covid-19 no estado do Rio.

Delação premiada

Edmar foi preso em julho do ano passado, suspeito por participar de um suposto esquema de desvio de dinheiro público no governo do estado durante a pandemia.

Pouco menos de um mês depois, o ex-secretário estadual foi solto a pedido do Ministério Público e fechou um acordo de colaboração premiada.

Na delação, o ex-secretário envolveu o então governador Wilson Witzel (PSC) em casos de corrupção na Saúde. As informações passadas por Edmar ajudaram a justiça a denunciar Witzel, pastor Everaldo e mais 11 pessoas por corrupção e lavagem de dinheiro.

As investigações do MP apontaram que Witzel solicitou, aceitou promessa e recebeu vantagens indevidas no valor de aproximadamente R$ 53 milhões. Em todas essas manobras, ele atuou ao lado do pastor Everaldo, de Edmar Santos e do empresário Edson da Silva Torres.

Procurada, a defesa de Edmar Santos preferiu não se manifestar.

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