Metrópoles - O mais acessado do Brasil
Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Pressionado, presidente da Petrobras nega saída: "A gente morre junto"

O general Joaquim Silva e Luna tem sofrido fortes pressões até do presidente Bolsonaro por causa da política de preços da Petrobras

Raphael Veleda15/03/2022 18:26, atualizado 15/03/2022 18:34
Metrópoles - O mais acessado do Brasil
Compartilhar notícia
Filipe Cardoso/Metrópoles
Joaquim Silva e Luna, presidente da Petrobras

Apesar de ter sua gestão pressionada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), e pelos comandantes das duas Casas do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), do Senado, e Arthur Lira (PP-AL), da Câmara, o general que comanda a Petrobras, Joaquim Silva e Luna, garante que segue firme no cargo.

Em entrevista ao blog da colunista Andréa Sadi, no G1, Silva e Luna rechaçou totalmente a possibilidade de entregar o cargo. Ele afirmou que essa atitude não faz parte do protocolo militar.

“Jamais farei isso [pedir demissão]. Tenho formação militar, a gente morre junto na batalha e não deixa a tropa sozinha”, afirmou o general reservista. “Agora, minha indicação é do presidente da República, com quem tenho uma relação de lealdade e de confiança”, complementou Silva e Luna.

Apesar de não ter feito ameaças diretas de demissão, Bolsonaro tem fritado o aliado ao fazer seguidas críticas à política de preços da Petrobras, empresa de capital aberto, mas comandada pelo governo federal.

Pressionado, presidente da Petrobras nega saída: “A gente morre junto” - destaque galeria
3 imagens
Presidente Jair Bolsonaro usa gravata com desenho de fuzis
Ministro Paulo Guedes e Jair bolsonaro durante cerimônia da Caixa Econômica Federal “Democratizando o Acesso Ao Crédito”
Silva e Luna e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), em novembro de 2021
1 de 3

Silva e Luna e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), em novembro de 2021

Presidência do Senado/Divulgação
Presidente Jair Bolsonaro usa gravata com desenho de fuzis
2 de 3

Presidente Jair Bolsonaro usa gravata com desenho de fuzis

Igo Estrela/Metrópoles
Ministro Paulo Guedes e Jair bolsonaro durante cerimônia da Caixa Econômica Federal “Democratizando o Acesso Ao Crédito”
3 de 3

Ministro Paulo Guedes e Jair bolsonaro durante cerimônia da Caixa Econômica Federal “Democratizando o Acesso Ao Crédito”

Igo Estrela/Metrópoles

A última cobrança ocorreu nesta terça-feira (15/3), quando o presidente disse que, com a queda no preço do barril de petróleo tipo Brent, referência internacional, a Petrobras deveria seguir a flutuação para baixo e reduzir o aumento anunciado na semana passada – alta de 18,8% na gasolina e 24,9% no diesel.

“Estamos tendo notícias de que, nos últimos dias, o preço do petróleo lá fora tem caído bastante. A gente espera que a Petrobras acompanhe a queda de preço lá fora. Com toda a certeza, ela fará isso daí”, disse o presidente, durante cerimônia no Palácio do Planalto.

“Ao que tudo indica, os números de agora, em especial o preço do barril de petróleo lá fora, sinalizam para uma normalidade no mundo. Espero que assim seja. E espero que a nossa querida Petrobras retorne aos níveis da semana passada os preços dos combustíveis no Brasil”, acrescentou, num recado direto a Silva e Luna.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters