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Brasil

Presidente da CCJ defende Jaques Wagner: "Nada resiste ao trabalho"

Publicação se dá em meio à crescente pressão para que o líder do governo deixe o cargo depois de ser alvo da PF no Caso Master

22/06/2026 16:08
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Agência Senado
Imagem colorida do senador Otto Alencar discursando no Senado

O senador e presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Otto Alencar (PSD-BA), saiu em defesa do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), após ele ser alvo da Compliance Zero na última sexta-feira (19/6).

Nas redes sociais, Otto publicou uma imagem ao lado de Jaques, de quem é um aliado histórico na Bahia, e o chamou de “companheiro”. A foto mostra ambos em frente à Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) durante a primeiro mandato do petista à frente do governo do Estado em 2007.

“Nada resiste ao trabalho. Vamos juntos, companheiro”, disse Otto Alencar, ao que Jaques Wagner respondeu, nos comentários, “obrigada pelo apoio e parceria, meu amigo”.

A publicação se dá em meio à crescente pressão enfrentada por Jaques para deixar a liderança do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após ser alvo da Polícia Federal por seu envolvimento com o Banco Master.

Apesar de ter negado qualquer irregularidade ou que deixaria o cargo, a permanência de Jaques Wagner acendeu um alerta dentro da campanha da reeleição de Lula, que tenta se afastar de qualquer ligação com as fraudes atreladas a Daniel Vorcaro.

Segundo as investigações, Jaques Wagner teria atuado a favor dos interesses do banco e teria uma relação próxima com o ex-sócio do banco, Augusto Lima. O empresário baiano foi responsável pela compra e expansão do Credcesta.

Endereços ligados ao senador em Salvador e em Brasília foram alvos de busca e apreensão. Agentes da PF apreenderam US$ 55 mil e 33,5 mil euros em espécie. O senador baiano alega que o dinheiro corresponde a diárias que recebeu do Senado para viagens oficiais.

As mensagens obtidas pela PF indicam que Jaques poderia ter recebido um apartamento de R$ 2,45 milhões, ingressos para shows de R$ 63 mil, além de uso de aeronaves particulares do empresário. Em nota, Jaques Wagner diz que o apartamento nunca fez parte do seu patrimônio.

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