Prejuízo ao garimpo ilegal em terra Yanomami chega a R$ 477 milhões
Segundo a Casa Civil, foram 6.425 operações de combate ao garimpo ilegal na terra indígena Yanomami desde 2023
atualizado
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Ações de combate ao garimpo ilegal na terra indígena Yanomami resultaram em prejuízo na marca de R$ 477 milhões ao crime organizado desde 2023, de acordo com dados da Casa Civil divulgados nesta segunda-feira (11/8). Segundo o órgão, foram 6.425 operações de combate, fiscalização e apoio humanitário na região.
O cálculo do prejuízo leva em consideração a apreensão de máquinas e armas e destruição de estruturas clandestinas de garimpeiros. A Casa Civil é responsável por coordenar as ações das forças federais no território.
De acordo com o órgão, em julho, o índice de áreas de garimpo ilegal na terra indígena Yanomami caiu 98%. No total, foram destruídos 627 acampamentos, 207 embarcações, 101 balsas e 29 aeronaves. Além disso, mais de 112 mil litros de diesel e 12 mil litros de gasolina foram inutilizados. Outras 59 pistas de pouso irregulares acabaram destruídas.
No início de 2023, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou estado de emergência na região diante da alta de casos de desnutrição, malária e Covid-19 que afetava o povo Yanomami. O cenário era agravado pela atuação de garimpeiros.
Como mostrou o Metrópoles, na coluna de Tácio Lorran, na última semana lideranças indígenas cobraram o Ministério da Saúde por negligências na gestão do Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami e Ye’kwana (DSEI-YY).
