Prefeitura do Rio: prédios eram irregulares e estavam interditados

Obras teriam sido interditadas em novembro de 2018. A Muzema é controlada por uma milícia, o que dificultaria a fiscalização

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atualizado 12/04/2019 14:05

Os dois prédios que desabaram na manhã desta sexta-feira (12/4), na comunidade de Muzema, zona oeste do Rio de Janeiro, eram irregulares e estavam interditados segundo a prefeitura da capital fluminense. Com a tragédia, duas pessoas morreram e cinco ficaram gravemente feridas. Outras 17 continuam desaparecidas.

Segundo a prefeitura, as obras “eram construções não autorizadas pelos órgãos municipais”. Em nota, o governo municipal informou que os edifícios estavam interditados desde novembro de 2018. No entanto, diversas famílias moravam no local.

A região dos dois prédios, que inclui outros edifícios, é uma Área de Proteção Ambiental (APA) e só há permissão para casas. “Na Muzema, as construções não obedecem aos parâmetros de edificações estabelecidos, como afastamento frontal, gabarito, ocupação e número de unidades e de vagas”, destaca a nota.

A prefeitura ressalta que, por se tratar de uma área dominada por uma milícia (grupo criminoso), precisa de apoio da Polícia Militar para atuar no local. Isso dificulta o trabalho de fiscalização e monitoramento da região.

O Rio de Janeiro se encontra em estado de calamidade e enfrenta chuvas fortes nos últimos dias. Na quarta-feira (10), ao menos 10 pessoas morreram e bairros ficaram submersos. Em 24 horas, a chuva chegou a 323 milímetros, de acordo com dados do Centro de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden).

Veja imagens do local:

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