Prefeitura de SP fiscaliza hospital da Prevent Senior sem alvará

Desde março, hospital atende pacientes com Covid sem autorização de funcionamento. Prefeitura deu 30 dias para Prevent regularizar situação

atualizado 28/09/2021 20:02

Hospital da Prevent Senior em Vila Olímpia, São PauloDivulgação/Prevent Senior

São Paulo – A Prefeitura de São Paulo deu 30 dias para a Prevent Senior regularizar um hospital que opera na Vila Olímpia, zona sul da capital, sem alvará de funcionamento.

De acordo com uma fiscalização feita pela Prefeitura na última sexta-feira (24/9), a unidade, que fica na rua Casa do Ator, recebe pacientes com Covid-19, mas não possui alvará de funcionamento para isso.

A empresa deverá apresentar uma licença de funcionamento ou encerrar as atividades no local. Caso não o faça, deverá pagar multa de R$ 125 mil. Sem a regularização, além da multa, o local será fechado pela Prefeitura, que poderá adotar outras sanções.

Em nota, a Prevent Senior disse que “a unidade da Casa do Ator é um Hospital de Campanha para atendimento de pacientes com Covid” e que “a empresa possui autorização do estado para funcionamento”.

Mais uma polêmica

A Prevent Senior é investigada pela CPI da Covid-19 no Senado, por suspeitas de ter ocultado mortes de pacientes em estudo sobre medicamentos do chamado “kit Covid”, como hidroxicloroquina e ivermectina. De acordo com documentos entregues à CPI, médicos da rede eram obrigados a receitar os remédios comprovadamente ineficazes contra o vírus, mesmo sem anuência dos parentes dos pacientes.

Na manhã desta terça-feira (28/9), a advogada Bruna Morato, representante de ex-médicos da operadora Prevent Senior que denunciaram supostas irregularidades cometidas pela empresa no tratamento de pacientes com Covid, disse que médicos recebiam ameaças.

“Quando você tem o kit [Covid], que vinha lacrado, com instrução de uso pré-pronta, eu não tenho como falar para meu cliente [médico] que está exercendo a função de forma autônoma”, disse. “Esse kit era composto por oito itens e o plantonista dizia para o paciente: ‘Preciso te dar. Se eu não der, sou demitido. Se você for tomar, toma só as vitaminas e proteínas. Os outros [medicamentos do kit], além de não terem eficácia, são muito perigosos”.

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