Prefeito do Rio decreta luto após morte de ex-vereadora Luciana Novaes
Ex-parlamentar ficou tetraplégica após ser baleada em campus de universidade em 2003. Ela teve morte cerebral confirmada na segunda-feira
atualizado
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O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere (PDT), decretou luto de três dias por causa da morte da ex-vereadora Luciana Novaes (PT), aos 42 anos.
Ela ficou conhecida após ser atingida por uma bala perdida, em 2003, enquanto estava no campus da Universidade Estácio de Sá, no Rio Comprido, zona norte do Rio.
Luciana estava internada e, segundo a equipe, sofreu uma “intercorrência súbita e grave, compatível, segundo informações médicas, com rompimento de aneurisma cerebral”, com “piora crítica de seu quadro neurológico”.
O luto oficial foi publicado em edição extra do Diário Oficial. A ex-vereadora morreu na noite dessa segunda-feira (27/4), após a ativação do protocolo de morte cerebral, segundo informou a nota de pesar divulgada pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro.
Acidente e superação
Luciana Novaes ficou conhecida nacionalmente após ser atingida por uma bala perdida em 2003, quando estava no campus da Universidade Estácio de Sá.
Ela ficou tetraplégica e enfrentou uma longa trajetória de reabilitação e adaptação, contrariando prognósticos iniciais que apontavam baixíssimas chances de sobrevivência.
Mesmo diante das limitações físicas, Luciana seguiu ativa na vida pública e acadêmica, formando-se em serviço social e direcionando a atuação para pautas ligadas à inclusão e aos direitos de pessoas com deficiência.
Em 2016, foi eleita vereadora pelo PT. Retornou à Câmara Municipal em 2023, como suplente, mantendo atuação política e participação em debates relacionados à acessibilidade e políticas públicas.






