Por irregularidades, TCU manda suspender operações da Casinha Games
Órgão apontou vários problemas no projeto milionário da Secretaria Especial de Cultura do governo federal
atualizado
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O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou, nesta quarta-feira (4/5), que a Casinha Games, iniciativa da Secretaria Especial de Cultura do governo federal, com o objetivo de oferecer cursos profissionalizantes a jovens vulneráveis, suspenda imediatamente o andamento dos projetos em Queimados (RJ), Sobradinho (DF) e Salvador (BA).
No documento, o órgão aponta uma série de irregularidades no projeto.
A Casinha Games ficou conhecida no início de setembro de 2021, quando o Diário Oficial da União trouxe dados sobre o repasse de R$ 4,6 milhões para o projeto, que o titular do órgão, Mario Frias, não detalhou. Cobrado em seus perfis, o ator e político se resumiu a dizer que se tratava de um projeto profissionalizante para jovens, e bateu boca com críticos.
O TCU avalia que o projeto não apresenta gestão de riscos de projeto, fechou convênios com um plano de trabalho genérico e com objeto, objetivos, custos e metas imprecisos, e teve falhas na verificação da adequação dos custos aos preços de mercado e ausência de regionalização de custos.
Além disso, o órgão apontou que houve “comprometimento da impessoalidade na participação da empresa Ghost Jack Entertainment”. A Casinha Games não buscou propostas de outros fornecedores antes de fechar a parceria.
No total, o TCU estima que haveria um custo total extra de R$ 2.895.465,00, o equivalente a R$ 965.155,00, por unidade do projeto, em relação ao valor definido caso fosse adotado o modelo de Estrutura Permanente.
“Esse modelo se mostra economicamente mais vantajoso por ter um custo menor que o modelo temporário e tendo em vista que atenderia plenamente os objetivos do projeto”, diz o documento.
Em resposta, a empresa alega que o modelo de estrutura foi definido pela Gerência de Projetos da Secretaria Especial de Cultura.
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