Pombal: bactéria em molho de pizza matou uma pessoa e intoxicou 117
Inquérito da Polícia Civil da Paraíba concluiu que houve contaminação no molho de tomate da pizza. Uma mulher morreu
atualizado
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A Polícia Civil da Paraíba (PCPB) concluiu, nesta sexta-feira (17/4), o inquérito que investigou o surto de intoxicação alimentar com clientes de uma pizzaria em Pombal, no sertão do estado. A apuração aponta que bactérias no molho de tomate da pizza ocasionaram o mal-estar de 117 pessoas, sendo confirmada pelo menos uma morte.
De acordo com a PCPB, a investigação teve início em 15 de março de 2026, após 117 clientes da pizzaria “La Favoritta” darem entrada no Hospital Regional de Pombal e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
As pessoas procuram a unidade de saúde com sintomas de “náusea, palidez, vômito, diarréia e sudorese”. Uma delas, Raissa Maritein, não resistiu e morreu dois dias após consumir a pizza.
Após o surto de intoxicação, a polícia realizou vistorias no estabelecimento e apreendeu alimentos e ingredientes, além de pizzas que clientes comeram e passaram mal. O Instituto e Polícia Científica (IPC-PB) realizou a perícia.
Nos exames, peritos do IPC-PB identificaram bactérias presentes no molho de tomate. Os micróbios detectados Escherichia coli e estafilococos coagulase são indicativos de falhas “higiênico-sanitárias”.
“No molho de tomate foi identificada uma concentração alta de duas bactérias. Essas mesmas bactérias foram recolhidas também em pedaços de pizzas de clientes que haviam pedido para consumir em casa e passaram mal”, afirmou o delegado da PCPB, Rodrigo Barbosa.
Além disso, os laudos periciais confirmaram a contaminação bacteriana e descartaram outras hipóteses.
Carne de sol não apresentou contaminação
Segundo a investigação, o problema ocorreu no processo de manipulação dos alimentos dentro do estabelecimento
Apesar de comprovar o surto alimentar com as irregularidades sanitárias, confirmando o erro interno da pizzaria, as investigações não atribuíram o resultado da intoxicação e da morte a uma pessoa em específico, no caso, o dono do estabelecimento.
No entanto, o proprietário foi enquadrado no crime contra as relações de consumo devido ao grande número de vítimas. O local permanece interditado pela Vigilância Sanitária, e a Polícia Civil também representou pela interdição judicial do estabelecimento.
