Weintraub: “China está ganhando dinheiro em cima de nossas vidas”

Ministro alegou que chineses seguraram informações sobre a Covid-19 para vender equipamentos, como respiradores

atualizado 06/04/2020 19:44

Colocando mais lenha na fogueira da crise diplomática com a China, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou, sem demonstrar provas, nesta segunda-feira (06/04), que o país asiático está ganhando dinheiro em cima da vida de brasileiros em meio à crise do novo coronavírus.

Weintraub disse que a China segurou informações sobre a Covid-19 para vender equipamentos que ajudam no tratamento da doença, como respiradores.

“Eu fiquei mal porque vou ver brasileiros morrendo em hospitais por falta de respiradores”, afirmou, em entrevista ao jornalista José Luiz Datena, da Rádio Bandeirantes.

O ministro teceu críticas ao governo chinês após publicar, nesse sábado (04/04), um post com personagens da Turma da Mônica na Muralha da China, que questiona quem poderá sair fortalecido dessa crise mundial.

Nada de desculpas

Durante a conversa com Datena, Weintraub não pediu desculpas. Segundo ele, foi uma “brincadeira leve sobre uma indignação”. Mas disse que volta atrás caso a China venda os respiradores a preço de custo, expediente recorrente em economias planificadas pelo estado, como setores da China, Cuba e Venezuela.

“A gente está correndo atrás de respiradores que estão sendo sucateados. Se eles [a China] me derem neste mês mil respiradores a preço de custo, a gente paga. Aí eu vou lá pedir desculpas agora, de joelhos; me humilho”, disse.

Weintraub criticou também “partidos políticos” que saíram em defesa do povo chinês. “Meu compromisso é com o Brasil”, complementou o ministro.

Cultura chinesa

Abraham Weintraub criticou ainda a cultura chinesa. “Eles têm o hábito de comer o animal vivo. […] É uma cultura que permite o surgimento dessas doenças com mais frequência”, afirmou.

“Não é a primeira crise; já é a quarta que vem da Ásia nos últimos 20 anos”, afirmou o ministro, em referência ao novo coronavírus e doenças como a Sars e a gripe suína.

O ministro afirmou, ainda, que não acredita que o vírus foi fabricado em um laboratório.

Endossou o filho do chefe

Esta não é a primeira vez que autoridades brasileiras causam polêmica com o governo chinês.

No mês passado, o deputado federal Eduardo Bolsonaro compartilhou o tuíte de um seguidor que acusa o Partido Comunista Chinês pela pandemia do coronavírus.

O filho “zero três” do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou na ocasião que “quem assistiu à minissérie Chernobyl vai entender o que aconteceu”.

“Substitua a usina nuclear pelo coronavírus e a ditadura soviética pela chinesa”, complementou o deputado.

O embaixador chinês no Brasil, Yang Wanming, reagiu à acusação e afirmou que Eduardo Bolsonaro tem “vírus mental”.

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