“Vou dar golpe em mim mesmo?”, ironiza Bolsonaro em evento

O presidente Jair Bolsonaro está em São Paulo, onde participou da cerimônia de abertura da 1ª Feira Brasileira do Nióbio

atualizado 08/10/2021 19:19

Ministro da Saúde Marcelo Queiroga Atletas olímpicos e paralímpicos Jogos de Tóquio são recebidos pelo presidente Jair Bolsonaro no Palácio do PlanaltoHugo Barreto/Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ironizou, nesta sexta-feira (8/10), quem o acusa de planejar um golpe de Estado. “Todo mundo achava que eu ia dar golpe. Vou dar golpe em mim mesmo, pô?”, questionou durante agenda em Campinas (SP).

“Temos um presidente que era acusado de ser ditador, que ia perseguir minorias, nada aconteceu”, assegurou ele.

Com frequência, o mandatário faz declarações no sentido de afastar a possibilidade de uma ruptura institucional de sua parte. Em entrevista à revista Veja, no fim de setembro, ele afirmou que “a chance de um golpe é zero”. No entanto, em outras ocasiões, ele chegou a afirmar que quem dá golpe não avisa. “Quem quer dar um golpe jamais vai falar que vai dar”, afirmou em entrevista ao apresentador Datena, em março de 2020.

Nesta sexta, o chefe do Executivo voltou a dizer que joga dentro da legalidade, mas admitiu que há quem defenda que ele faça diferente. “Eu jogo dentro das quatro linhas. Alguns querem que a gente saia fora, mas se eu sair, a gente já sabe como é que pode transformar o Brasil.”

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Nióbio

O presidente está em São Paulo, onde participou de cerimônia de abertura da 1ª Feira Brasileira do Nióbio.

O minério era um dos assuntos mais comentados por Bolsonaro quando era deputado federal e também foi tema recorrente na campanha eleitoral de 2018.

O Brasil é o maior produtor de nióbio do mundo, responsável por abastecer cerca de 90% do mercado mundial. O material serve, principalmente, como elemento de liga nos aços de alta resistência e baixa liga, usados na fabricação de automóveis e na construção civil, como pontes e edifícios. É encontrado também em turbinas de aeronaves a jato.

Acompanharam o presidente na agenda em Campinas os ministros Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia e Inovações), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-Geral), Walter Braga Netto (Defesa) e Milton Ribeiro (Educação).

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