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Política

Vídeo: garimpeiros começam a deixar terra Yanomami, em Roraima

A região e os Yanomami que lá habitam vêm sendo afetados pela atividade ilegal dos garimpeiros. Dezenas de indígenas já morreram

05/02/2023 12:05, atualizado 05/02/2023 12:59
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Igo Estrela/Metrópoles
garimpeiros no rio madeira fiscalização IBAMA e PF

Vídeos que circulam na internet, mostram pessoas se retirando das terras indígenas dos povos Yanomami, em Roraima. A região e os indígenas que lá habitam vêm sendo afetados pela atividade ilegal de garimpo. Dezenas adultos, crianças e idosos indígenas já morreram e outros estão hospitalizados.

Veja os vídeos:

No sábado (4/2), a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, disse que o governo federal recebeu informações de que um fluxo grande de garimpeiros está deixando espontaneamente a terra indígena Yanomami. Ela também garantiou que havia pelo menos 20 mil garimpeiros instalados na região.

Temos informações que garimpeiros já estão saindo. É bom que saiam, é bom que reduz nosso trabalho. São 20 mil garimpeiros para serem retirados”, declarou a ministra. “Se eles saem sem precisar da força policial, é melhor para todo mundo.”

Quando começou

Durante a coletiva, concedida em Boa Vista, a ministra disse ainda afirmou que a informação do movimento dos garimpeiros veio de serviços de inteligência do governo, servidores que estão na região, por sobrevoos de equipes do Distrito Sanitário Especial Indígena e por integrantes de associações de indígenas.

Segundo Guajajara, a saída dos garimpeiros começou no dia 30 de janeiro, dia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou o bloqueio dos tráfegos aéreo e fluvial de garimpo ilegal na região.

Em nota, o Palácio do Planalto disse, na ocasião, que corte no tráfego tinha o objetivo de “impedir o acesso de pessoas não autorizadas pelo poder público à região buscando não apenas impedir atividades ilegais, mas também a disseminação de doenças”.

“As iniciativas visam combater, o mais rápido possível, o garimpo ilegal e outras atividades criminosas na região impedindo o transporte aéreo e fluvial que abastece os grupos criminosos”, informou o governo.