“Única saída é vacinar todo mundo, o resto é paliativo”, diz Mourão

Vice-presidente também criticou quem não respeita as medidas restritivas contra a Covid-19 e forma aglomeração

atualizado 01/03/2021 11:16

reprodução/TV Globo

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), afirmou na manhã desta segunda-feira (1º/3) que  a única saída definitiva para conter o avanço da Covid-19 é “vacinar todo mundo”. Segundo o general, as outras iniciativas “são paliativas”.

“Única saída é vacinar todo mundo, o resto tudo é paliativo. A saída é a gente ir conseguindo vacinar todos e, consequentemente, nós teremos condições de ter uma vida normal”, disse o vice-presidente.

Na ocasião, Mourão ainda criticou o comportamento das pessoas que, mesmo com lockdown e medidas restritivas decretadas, não respeitam as regras.

“Tem uma parcela da nossa população que não consegue e não aguenta ficar dentro de casa. A turma jovem que vai pra festa, aí fica todo mundo aglomerado e depois encontra os pais e os avós e transmite alguma coisa, porque o mais novo, na maioria das vezes, não tem sintoma, mas continua transmitindo”, disse.

Em decorrência do aumento da média diária de mortes em decorrência da Covid-19 e da falta de leitos de UTIs, pelo menos 12 governadores declararam restrições de circulação de pessoas nos estados, principalmente no horário noturno, além do fechamento de estabelecimentos comerciais e até lockdown parcial ou total.

Entre as unidades federativas com mais restrições, estão Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Bahia e DF, que fecharam serviços não essenciais.

Imunização no Brasil

De acordo com a plataforma Our World in Data, que apura o cenário da imunização contra a Covid-19 nos países do mundo, o Brasil está em quinto lugar no ranking mundial.

Com cerca de 210 milhões de habitantes, o país já aplicou as vacinas Coronavac/Sinovac e a AstraZeneca/Oxford em 8,43 milhões de brasileiros. Os dados são atualizados todas as manhãs, no horário de Londres.

A população que recebeu pelo menos a primeira dose do imunizante chega a 3% dos habitantes brasileiros. De acordo com a plataforma, esse percentual não pode ser igual ao número de pessoas totalmente vacinadas se a proteção contra a Covid-19 exigir duas doses, como é o caso da Coronavac e da AstraZeneca.

No índice de países que deram as duas doses, o Brasil cai para o 6º lugar, com 1,5 milhão de indivíduos totalmente vacinados.

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