“Somos um governo que não aceita provocações”, diz Bolsonaro

Presidente não disse a que provocações se referia. Ele citou uma "ameaça de comunização" do Brasil e falou em "eleições transparentes"

atualizado 11/05/2022 18:07

O presidente Jair Bolsonaro cumprimenta apoiadores e fala com a imprensa na saída do Palácio da AlvoradaAndre Borges/Esp. Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (11/5) que o seu governo “não aceita provocações”. Ele não disse, no entanto, a que se referia.

Durante visita à 48ª edição da Expoingá, em Maringá, no Paraná, o presidente disse que “pior que uma ameaça externa”, como as consequências da guerra entre Rússia e Ucrânia, é uma “ameaça interna de comunização” do Brasil.

“Nós não chegaremos à situação em que vive atualmente a Venezuela. Todos nós sabemos quem defende aquele regime e quem defende o seu ditador. Não queremos cores diferentes da verde e amarela em nossa terra”, afirmou. A Venezuela vive um regime socialista, sob o comando de Nicolás Maduro.

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Sem citar diretamente o seu principal adversário político, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Bolsonaro disse que “o outro lado” quer exatamente o contrário do que o seu governo defende.

“Nós defendemos a família, nós somos contra o aborto, nós somos favoráveis ao armamento para o cidadão de bem, nós somos contra a ideologia de gênero, nós somos pela liberdade da nossa economia e somos, acima de tudo, pela nossa liberdade de expressão”, disse.

“Nós sabemos o que está em jogo. Todos sabem o que o governo federal defende: defende a paz, a democracia e a liberdade. Um governo que não aceita provocações, um governo que sabe da sua responsabilidade para com o seu povo”, acrescentou.

Eleições

Durante o discurso, o presidente disse que a maneira como foi recebido por apoiadores, em Maringá, “como em qualquer lugar do país”, é a “verdadeira pesquisa popular”. A declaração ocorre em um momento em que pesquisas eleitorais têm mostrado desvantagem de Bolsonaro em comparação a Lula.

O atual chefe do Executivo federal ainda voltou a falar em “eleições transparentes” e que “todos têm que jogar dentro das quatro linhas da Constituição”.

“A vontade de vocês tem que prevalecer. E todo o meu ministério está empenhado em defender a nossa Constituição e a nossa liberdade. Todos têm que jogar dentro das quatro linhas. Nós não tememos resultado de eleições limpas. Nós queremos eleições transparentes, como a grande maioria, ou porque não dizer, a totalidade de seu povo”, disse Bolsonaro.

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