Quem é o olavista Adolfo Sachsida, novo ministro de Minas e Energia
Seguidor de Olavo de Carvalho, Sachsida foi assessor especial de Paulo Guedes, no Ministério da Economia. É advogado e autor de livros

O presidente Jair Bolsonaro (PL) nomeou, nesta quarta-feira (11/5), o economista e advogado Adolfo Sachsida como ministro de Minas e Energia. A decisão aparece publicada no Diário Oficial da União (DOU) de hoje.
Adolfo Sachsida ocupa o lugar de Bento Albuquerque, exonerado a pedido. Antes de assumir o Ministério de Minas e Energia, Sachsida integrava a equipe de Paulo Guedes, no Ministério da Economia, como assessor especial.
Sachsida era seguidor e aluno do filósofo Olavo de Carvalho, considerado um dos “gurus do Bolsonarismo”, que morreu em janeiro deste ano.
Doutor em Economia pela Universidade de Brasília (UnB), com pós-doutorado pela Universidade do Alabama, nos Estados Unidos, Sachsida atuou como professor na Universidade do Texas e no Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP).
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAntes de ocupar o posto de assessor especial no Ministério da Economia, foi secretário de Política Econômica da pasta.

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Frequência de envio: Diário
Ver todasAdolfo Saschsida tem experiência na área da macroeconomia, com ênfase em modelos econométricos. Também atua em pesquisas na área de resolução de questões econômicas. Além disso, é advogado e autor de livros, como Fatores Determinantes da Riqueza de Uma Nação e Considerações Econômicas, Sociais e Morais sobre a Tributação.
No início desta quarta-feira, Sachsida usou as redes sociais para agradecer a nomeação ao cargo. Ele mencionou o presidente Jair Bolsonaro, e os ministros Paulo Guedes e Bento Albuquerque pelo “trabalho em prol do país”.
“Com muito trabalho e dedicação, espero estar a altura desse que é o maior desafio profissional de minha carreira. Com a graça de Deus, vamos ajudar o Brasil”, escreveu.
Agradeço ao Presidente @jairbolsonaro pela confiança, ao min Guedes pela apoio e ao min Bento pelo trabalho em prol do país. Com muito trabalho e dedicação espero estar a altura desse que é o maior desafio profissional de minha carreira. Com a graça de Deus vamos ajudar o Brasil.
— Adolfo Sachsida (@ASachsida) May 11, 2022
Dança das cadeiras
A mudança nos cargos da pasta ocorre após recentes críticas do presidente à política de preços da Petrobras, estatal ligada ao Ministério das Minas e Energia, e um dia depois do aumento do preço do diesel.
Por diversas vezes, Bolsonaro teceu críticas à empresa pública. Em março deste ano, por exemplo, cobrou Bento Albuquerque publicamente, após mais um reajuste de combustíveis.
“Vocês não podem, ministro Bento Albuquerque e senhor José Mauro, da Petrobras, não podem aumentar o preço do diesel. Não estou apelando, estou fazendo uma constatação, levando-se em conta o lucro abusivo que vocês têm. Vocês não podem quebrar o Brasil. É um apelo agora: Petrobras, não quebre o Brasil, não aumente o preço do petróleo. Eu não posso intervir. Vocês têm lucro, têm gordura e têm o papel social da Petrobras definido na Constituição”, assinalou o mandatário.
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