Quem é o olavista Adolfo Sachsida, novo ministro de Minas e Energia

Seguidor de Olavo de Carvalho, Sachsida foi assessor especial de Paulo Guedes, no Ministério da Economia. É advogado e autor de livros

atualizado 11/05/2022 8:19

Adolfo Sachsida, novo ministro de Minas e EnergiaAscom/Ministério da Economia

O presidente Jair Bolsonaro (PL) nomeou, nesta quarta-feira (11/5), o economista e advogado Adolfo Sachsida como ministro de Minas e Energia. A decisão aparece publicada no Diário Oficial da União (DOU) de hoje.

Adolfo Sachsida ocupa o lugar de Bento Albuquerque, exonerado a pedido. Antes de assumir o Ministério de Minas e Energia, Sachsida integrava a equipe de Paulo Guedes, no Ministério da Economia, como assessor especial.

Sachsida era seguidor e aluno do filósofo Olavo de Carvalho, considerado um dos “gurus do Bolsonarismo”, que morreu em janeiro deste ano.

Doutor em Economia pela Universidade de Brasília (UnB), com pós-doutorado pela Universidade do Alabama, nos Estados Unidos, Sachsida atuou como professor na Universidade do Texas e no Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP).

Antes de ocupar o posto de assessor especial no Ministério da Economia, foi secretário de Política Econômica da pasta.

Adolfo Saschsida tem experiência na área da macroeconomia, com ênfase em modelos econométricos. Também atua em pesquisas na área de resolução de questões econômicas. Além disso, é advogado e autor de livros, como Fatores Determinantes da Riqueza de Uma Nação e Considerações Econômicas, Sociais e Morais sobre a Tributação.

No início desta quarta-feira, Sachsida usou as redes sociais para agradecer a nomeação ao cargo. Ele mencionou o presidente Jair Bolsonaro, e os ministros Paulo Guedes e Bento Albuquerque pelo “trabalho em prol do país”.

“Com muito trabalho e dedicação, espero estar a altura desse que é o maior desafio profissional de minha carreira. Com a graça de Deus, vamos ajudar o Brasil”, escreveu.

Dança das cadeiras

A mudança nos cargos da pasta ocorre após recentes críticas do presidente à política de preços da Petrobras, estatal ligada ao Ministério das Minas e Energia, e um dia depois do aumento do preço do diesel.

Por diversas vezes, Bolsonaro teceu críticas à empresa pública. Em março deste ano, por exemplo, cobrou Bento Albuquerque publicamente, após mais um reajuste de combustíveis.

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“Vocês não podem, ministro Bento Albuquerque e senhor José Mauro, da Petrobras, não podem aumentar o preço do diesel. Não estou apelando, estou fazendo uma constatação, levando-se em conta o lucro abusivo que vocês têm. Vocês não podem quebrar o Brasil. É um apelo agora: Petrobras, não quebre o Brasil, não aumente o preço do petróleo. Eu não posso intervir. Vocês têm lucro, têm gordura e têm o papel social da Petrobras definido na Constituição”, assinalou o mandatário.

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