Secom nega financiar sites antidemocráticos e critica imprensa

Relatório da Polícia Federal aponta que a corporação apura se a publicidade oficial foi usada para direcionar recursos públicos

atualizado 19/09/2020 13:27

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República negou que tenha financiado sites investigados por promover atos antidemocráticos.

O jornal O Globo informou, em reportagem publicada nessa sexta-feira (18/9), que a Polícia Federal (PF) produziu um relatório parcial, em tramitação em inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a realização de atos antidemocráticos, que aponta uma relação de um deles o Palácio do Planalto, pela primeira vez. A corporação apura se a publicidade oficial foi usada para direcionar recursos públicos.

Por meio de nota, a Secom informou que “a distribuição de verbas publicitárias é estritamente técnica e segue os critérios constitucionais de impessoalidade, legalidade, moralidade, publicidade e eficiência”. Segundo o órgão, essa distribuição é de responsabilidade do Google Ads.

Para a Secom, o destaque à investigação da PF nada mais é do que uma campanha de alguns veículos contra a política de comunicação social do governo.

“O que se pretende é criar narrativas falsas, bem distantes da boa prática jornalística e atacar diariamente o governo e seus ministros, com o objetivo de tentar desgastar a sua imagem”, diz a nota.

A PF apontou no documento que investiga os vínculos entre a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, com a extremistra Sara Giromini, conhecida como Sara Winter, e o blogueiro Oswaldo Eustáquio. Os dois são investigados no inquérito. (Com Agência Estado)

Últimas notícias