“Se não der certo, tiramos ele como o PT”, diz apoiadora de Bolsonaro
Presente na posse, a empresária de 61 anos afirma que foi dado um “voto de confiança” que pode ser revogado
atualizado
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A empresária Teresinha Ávila, de 61 anos, se deslocou de Fortaleza até a capital para acompanhar a posse de Jair Messias Bolsonaro (PSL) como presidente da República. Esperançosa no trabalho que ela acredita que o capitão reformado vai fazer à frente da nação, ela não descartou a possibilidade de o futuro presidente ser uma decepção.
“Demos um voto de confiança. Se não der certo, a gente tira ele, como tiramos o PT”, disse a empresária. Teresinha afirma que, no passado, votou no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), hoje preso em Curitiba.
Da decepção com os políticos petistas, ela disse ter herdado o desprendimento com a política. “Se precisar, voltamos para a rua protestar”, prosseguiu.
Cerimônia de posse
O trajeto do 38º presidente da nação começou na Catedral Metropolitana e, depois de uma série de protocolos que serão realizados no Congresso Nacional e Palácio do Planalto, a posse termina com uma recepção, às 18h30, no Palácio do Itamaraty. A Polícia Militar estimou que 500 mil pessoas passem pela área central. Até a publicação desta reportagem, a PM ainda não tinha divulgado estimativas oficiais sobre o comparecimento de apoiadores na Esplanada.
Depois de ser esfaqueado durante uma agenda ainda na campanha eleitoral, os cuidados com a segurança do capitão reformado do Exército Brasileiro foram elevados a graus extremados. A preocupação do staff presidencial se tornou ainda maior após o Metrópoles revelar ameaças a Bolsonaro feitas por um grupo intitulado Sociedade Secreta Silvestre.
