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Política

Roberto Jefferson escreve carta na prisão: quer o Senado em 2022

Ex-deputado afirma que seria "forte ajuda para Bolsonaro como freio ao STF", mas se diz preocupado com Valdemar Costa Neto, presidente do PL

20/12/2021 23:53
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Fábio Vieira/Metrópoles
roberto Jefferson ex deputado preso STF ameaça

Presidente afastado do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Roberto Jefferson pretende se candidatar ao Senado em 2022. Pelo menos é o que diz em carta enviada da prisão para um amigo, escrita a mão. Nela, o ex-deputado admite, porém, se preocupar com o presidente do Partido Liberal (PL), nova sigla do presidente Jair Bolsonaro, Valdemar Costa Neto.

“[Costa Neto] Aposta que não serei candidato a nada”, escreveu Jefferson ao amigo “José Carlos”. Ele acredita, também, que atuaria no Senado no papel de “forte ajuda para Bolsonaro como freio ao STF”.

Na última sexta-feira (17/12), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou mais um pedido de soltura do ex-deputado. Moraes também é citado na carta de Roberto Jefferson.

“O Xandão marcou pauto do meu inquérito para a plenária ao final de fevereiro”, diz. “Xandão e Valdemar têm como amigo e consultor o Zé Dirceu. A coisa está vindo por aí”.

Outra preocupação revelada pelo fundador do PTB diz respeito a subprocuradora-geral da República Lindôra Maria Araújo: “A Lindôra, mudando todas as suas posições, se manifestou pela continuidade da minha prisão preventiva”.

A carta é endereçada a um amigo de nome José Carlos, a quem ele convida para ser suplente de sua candidatura ao Senado no próximo ano. “Pena que não possamos estar juntos para traçarmos caminhos para a política do Estado”, lamenta.

Veja a carta escrita por Roberto Jefferson do presídio Bangu 8, onde está preso:

carta escrita por Roberto Jefferson na prisão

Prisão preventiva mantida

No despacho em que pede a manutenção da prisão preventiva, Moraes afirma que a libertação de Jefferson poderia “dificultar a colheita de provas e obstruir a instrução criminal, direta ou indiretamente por meio da destruição de provas e de intimidação a outros prestadores de serviço e/ou integrantes do PTB”.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) também alegou que manter a prisão preventiva é “imprescindível à garantia da ordem pública e à instrução criminal” e que Roberto “ignora completamente os termos e a natureza de sua prisão, de modo que a sua substituição por medidas cautelares é medida completamente incabível neste momento processual”.