Ricardo Barros foi autor de emenda que permitiu importação da Covaxin

Por meio da emenda de Barros, a Central Drugs Standard Control Organization (CDSCO), da Índia, foi incluída na lista de agências habilitadas

atualizado

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Ricardo Barros chega ao Planalto para reunião com Bolsonaro
1 de 1 Ricardo Barros chega ao Planalto para reunião com Bolsonaro - Foto: Igo Estrela/Metrópoles

O líder do governo de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados, o deputado Ricardo Barros (Progressistas-PR), foi o autor da emenda que possibilitou a importação da vacina indiana Covaxin, da farmacêutica Bharat Biotech.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, Barros apresentou a emenda 117/2021 à Medida Provisória nº 1.026 em fevereiro deste ano. A MP dava “autorização para a importação e distribuição de quaisquer vacinas” e medicamentos não registrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), contanto que fosses aprovados por autoridades sanitárias de outros países.

Por meio da emenda de Barros, a Central Drugs Standard Control Organization (CDSCO), da Índia, foi incluída na lista de agências habilitadas. O aval à Covaxin foi dado pela CDSCO.

Ricardo Barros disse que o Palácio do Planalto não interferiu no assunto e que a inclusão do órgão de saúde da Índia também foi motivo de emendas dos deputados Orlando Silva e Renildo Calheiros, ambos do PCdoB.

O deputado Luis Miranda (DEM-DF) indicou o líder do governo na Câmara como envolvido em irregularidades na compra da Covaxin durante depoimento na CPI da Covid, na noite dessa sexta-feira (25/6).

Participante como depoente na mesma sessão, o irmão do deputado, Luis Ricardo Miranda, apontou que a responsável pelo aval para a importação seria Regina Celia Silva Oliveira, nomeada quando Ricardo Barros ocupava o cargo de ministro da Saúde, ainda no governo de Michel Temer.

Ainda na noite de sexta, o parlamentar apontado como articulador da compra superfaturada dos imunizantes rebateu as acusações feitas na CPI. “Não participei de nenhuma negociação em relação à compra das vacinas Covaxin. Não sou esse parlamentar citado. A investigação provará isso. Também não é verdade que eu tenha indicado a servidora Regina Célia como informou o senador Randolfe. Não tenho relação com esse fatos”, disse Barros em perfil no Twitter.

A MP nº 1.026 foi o assunto de um telegrama, enviado em 5 de março, pelo embaixador do Brasil na Índia, André Aranha Corrêa do Lago, ao Ministério das Relações Exteriores (MRE). O diplomata relatou um encontro com representantes da Precisa Medicamentos, que foram ao país negociar com a farmacêutica Bharat Biotech um aumento do número de doses da Covaxin.

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