Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Política

Ribeiro rechaça tirar Dupas do Inep: "Questão de técnicos é econômica"

Ministro da Educação diz que não pedirá investigação de assedio moral, "pois é uma questão subjetiva", e que confia no presidente do Inep

Repórter de Política16/11/2021 18:44
Compartilhar notícia
Arthur Menescal/Especial Metrópoles
Ministro da Educação, Milton Ribeiro

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, afirmou, nesta terça-feira (16/11), que não há chance de afastar o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Danilo Dupas, como pediram deputados da oposição. Ribeiro disse que não irá investigar assédio moral denunciado por servidores por ser algo “subjetivo” e destacou que a questão com os funcionários do órgão é econômica, não educacional.

“Essas questões de assédio moral são muito subjetivas. O que é assédio? Então, nós temos lá a Corregedoria no MEC, no próprio Inep, que eles vão poder fazer as denúncias e, provando, nós vamos tomar as medidas cabíveis. Sem chance [de afastar Danilo Dupas], sem chance nenhuma. O professor Danilo é um excelente profissional e continua tendo total confiança do Ministro da Educação”, declarou Ribeiro, após sair de reunião da liderança do PP na Câmara.

“A questão esbarra em outro tema, que naturalmente será debatido a posteriori, que é a questão do JEC, que é a gratificação por cursos, quem deve e quem não deve. Isso que fez com que alguns funcionários merecidamente, corretamente, recebessem até R$ 80 mil por ano a mais do salário. Esse que é o ponto que está sendo discutido. A questão não é educacional, com todo o respeito que eu tenho. A questão é econômica. De um grupo desses 37 [servidores] que assinaram o pedido, 35 recebiam o cheque”, acrescentou.

Ribeiro rechaça tirar Dupas do Inep: “Questão de técnicos é econômica” - destaque galeria
5 imagens
Ministro da Educação, Milton Ribeiro
"Que adianta você ter um diploma na parede, o menino faz inclusive o financiamento do Fies que é um instrumento útil, mas depois ele sai, termina o curso, mas fica endividado e não consegue pagar porque não tem emprego", questionou o ministro
Ele questionou o uso do Fies para a obtenção do diploma universitário e criticou a demora para o pagamento da dívida gerada pelo financiamento "porque não tem emprego"
O ministro da Educação, Milton Ribeiro, atacou novamente o ensino universitário nesse sábado (21/8) durante evento em Nova Odessa (SP)
Ministro da Educação, Milton Ribeiro; o presidente da República, Jair Bolsonaro; e a presidente da Capes, Cláudia de Toledo
1 de 5

Ministro da Educação, Milton Ribeiro; o presidente da República, Jair Bolsonaro; e a presidente da Capes, Cláudia de Toledo

reprodução/ redes sociais
Ministro da Educação, Milton Ribeiro
2 de 5

Ministro da Educação, Milton Ribeiro

YouTube/Reprodução
"Que adianta você ter um diploma na parede, o menino faz inclusive o financiamento do Fies que é um instrumento útil, mas depois ele sai, termina o curso, mas fica endividado e não consegue pagar porque não tem emprego", questionou o ministro
3 de 5

"Que adianta você ter um diploma na parede, o menino faz inclusive o financiamento do Fies que é um instrumento útil, mas depois ele sai, termina o curso, mas fica endividado e não consegue pagar porque não tem emprego", questionou o ministro

Igo Estrela/Metrópoles
Ele questionou o uso do Fies para a obtenção do diploma universitário e criticou a demora para o pagamento da dívida gerada pelo financiamento "porque não tem emprego"
4 de 5

Ele questionou o uso do Fies para a obtenção do diploma universitário e criticou a demora para o pagamento da dívida gerada pelo financiamento "porque não tem emprego"

Rafaela Felicciano/Metrópoles
O ministro da Educação, Milton Ribeiro, atacou novamente o ensino universitário nesse sábado (21/8) durante evento em Nova Odessa (SP)
5 de 5

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, atacou novamente o ensino universitário nesse sábado (21/8) durante evento em Nova Odessa (SP)

Arthur Menescal/Especial Metrópoles
Sem interferência

O ministro voltou a dizer que não houve interferência política e que as provas estão impressas há cerca de três meses. “Nem o presidente [Dupas], nem eu, nem o presidente da República, ninguém tem interferência”, disse ele.

A oposição protocolou, na tarde desta terça-feira, no Tribunal de Contas da União (TCU) pedido de auditoria no Inep e afastamento cautelar do presidente do órgão, Danilo Dupas.

A Comissão de Educação da Câmara deve analisar, nesta quarta-feira (17/11), a convocação do ministro para tratar da crise no Inep e a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), previstos para 21 e 28 de novembro. Ele não quis se manifestar sobre a iminente convocação.