Renan sobre silêncio de Wizard: “Machões da internet ficam caladinhos”

Empresário se recusou a responder aos questionamentos dos senadores do colegiado e irritou os parlamentares de oposição

atualizado 30/06/2021 13:57

oitiva do ex-secretário das Comunicações Fabio Wajngarten e o relator Renan calheirosIgo Estrela/Metrópoles

O relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL), criticou, nesta quarta-feira (30/6), a escolha do empresário Carlos Wizard de permanecer em silêncio durante os questionamentos dos senadores do colegiado.

“É algo excepcional o que essa Comissão Parlamentar de Inquérito está proporcionando. O Brasil está vendo que os machões da internet ficam caladinhos na CPI”, disparou o senador.

Wizard é o primeiro depoente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid que se recusou a responder os questionamentos de senadores do colegiado. Ele só falou durante os 15 minutos que lhe foram dados pelo presidente Omar Aziz (PSD-AM) para uma apresentação inicial.

Wizard não é, porém, o único depoente que teve o direito ao silêncio assegurado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Além do empresário, o ex-ministro Eduardo Pazuello e a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério Saúde, Mayra Pinheiro, também foram autorizados a não responder os questionamentos. Entretanto, eles responderam mesmo assim.

Em apenas uma ocasião, Pazuello optou pelo silêncio. Instruído por advogados, o general não respondeu a questionamento feito pela senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) sobre o colapso sanitário em Manaus (AM).

O ex-governador Wilson Witzel não chegou a ficar em silêncio, mas levantou e deixou a sala ao se irritar com provocações de senadores da base aliada do governo federal.

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Wizard prestaria depoimento, no último 17 de junho, à CPI, mas não compareceu, mesmo com habeas corpus para permanecer em silêncio durante a oitiva.

Os senadores querem saber sobre a participação do empresário no “ministério paralelo” de aconselhamento ao presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia da Covid-19 e sobre as negociações de aquisição de vacinas.

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