Relator rechaça falta de apoio para aprovar reforma tributária na CCJ
Roberto Rocha (PSDB-AM) diz que “não há dificuldade” na construção de um apoio ao seu relatório, mas não descarta novas mudanças
atualizado
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O relator da reforma tributária no Senado Federal, Roberto Rocha (PSDB-MA), afirmou, nesta quarta-feira (16/3), que “não há dificuldade” para aprovação do relatório da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 110/2019. A PEC teve a votação adiada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
“Não há dificuldade [em aprovar o relatório da reforma]. Não tem ninguém puxando para o seu lado pessoal. Isso aqui é uma casa política e todos os senadores estão com o mesmo propósito: fazer uma reforma tributária justa, porque o sistema tributário que temos hoje é muito injusto”, destacou.
Durante a sessão, dedicada à leitura do complemento de voto do relator e para discussão da matéria, senadores de bancadas expressivas pediram o adiamento da votação, novamente, para que fosse possível criar um cenário de apoio à proposta.
Dono da maior bancada do Senado, o MDB ameaçou votar de forma contrária ao parecer de Rocha, caso a votação não fosse adiada.
Mesmo diante da pressão emedebista, o relator disse “não ter dúvidas” de que a matéria passará no colegiado e, posteriormente, no plenário da Casa. “Eu não tenho dúvidas de que a gente vota na próxima semana na CCJ e vota no plenário do Senado, que, assim como eu, também é o desejo do presidente Rodrigo Pacheco (PSD-MG)”, enfatizou.
“Durante esta semana, nós vamos discutir aquilo que foi colocado hoje e alguns ajustes que são, em via de regras conceituais, não teremos dificuldade em acatar. A gente vai construir um apoio e um consenso sobre a matéria nessa semana, para chegarmos a uma convergência possível, que não desmanche aquilo que foi feito até agora”, prosseguiu o parlamentar.
O senador não descartou, porém, novos ajustes ao texto apresentado em 22 de fevereiro e discutido nesta manhã. “Tínhamos que encerrar a discussão, se não ficava algo interminável. Tem três anos que a gente está discutindo essa reforma e, agora, só ficara dois, três pontos, que vamos ver o que é possível fazer para a gente votar, ir para os destaques e, por fim, decidir no plenário, que é soberano”, completou.


















