Pacheco defende aprovação da reforma tributária mesmo em ano eleitoral
A proposta está na pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e pode ser analisada nesta quarta-feira (9/3)

O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), defendeu, nesta terça-feira (8/3), a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) n° 110/19, a reforma tributária, mesmo em ano eleitoral. A proposta está na pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa e pode ser analisada nas próximas semanas.
Se mostrando confiante, o parlamentar destacou que o parecer já foi lido na comissão e tem apoio da Confederação Nacional dos Municípios, dos estados e respectivos secretários da fazenda, da Confederação Nacional das Indústrias e do Ministério da Economia.
“A PEC 110, da reforma tributária ampla no Brasil, que simplifica, desburocratiza e torna mais clara a forma de arrecadação tributária no nosso país, que hoje é inibidora dos investimentos nacionais. Essa emenda está na pauta do Senado, vai ser analisada e espero que aprovada mesmo no ano eleitoral”, afirmou Pacheco, no X Congresso mineiro de vereadores.
As eleições ocorrem em 2 de outubro, mas, em ano eleitoral, Brasília tende a esvaziar a partir de meados de maio em função da pré-campanha dos parlamentares. “Prego a não paralisação do Congresso Nacional em função das eleições”, disse. Passando pelo Senado, a reforma ainda precisa ser analisada na Câmara dos Deputados.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO presidente do Senado destacou que no discurso de abertura do ano legislativo deixou claro que vai “apartar a pauta política do interesse do Brasil das intenções de quem quer que seja nas eleições que se avizinham”.
Pacheco, então, destacou que “o combustível está a mais de R$ 7, em alguns lugares a mais de R$ 8, com perspectiva de aumento” e que o Senado analisará, nesta quarta-feira (9/3), duas proposições legislativas que visam reduzir e conter uma possível alta devido aos preços do petróleo.
Ademais, o senador pontuou que a inflação prejudica diretamente os mais pobres. “O rico dá um jeito e se vira. Mas pobre é afetado muito drasticamente pela inflação porque ele tem o salário fixo e tem o aumento dos preços das coisas — arroz, feijão, gás de cozinha e gasolina. A inflação é um demônio nocivo para a sociedade brasileira e precisa ser combatida”, declarou.











