Randolfe quer CPI por mais duas semanas: “Enquanto tiver bambu, tem flecha”

Previsão é de que os trabalhos se encerrem no dia 29 de setembro, mas entrega do relatório será adiada

atualizado

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Senador Randolfe Rodrigues. CPI da Covid. CPI da Pandemia
1 de 1 Senador Randolfe Rodrigues. CPI da Covid. CPI da Pandemia - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

O vice-presidente da CPI da Covid-19, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), defendeu, nesta quarta-feira (22/9), que o colegiado deve apresentar o relatório final daqui a, pelo menos, duas semanas. Inicialmente, a previsão era de que os trabalhos se encerrassem no próximo dia 29, com uma cerimônia e a votação do texto de autoria do senador Renan Calheiros (MDB-AL).

“CPI tem prazo até o dia 5 de novembro para funcionamento. Nós não pretendemos utilizar todo esse prazo, mas, como eu já disse uma vez: enquanto tiver bambu, tem flecha. A gente não pode se omitir a fazer qualquer investigação que seja”, enfatizou Randolfe.

O senador acredita ser necessário ouvir mais depoentes, entre eles a ex-esposa do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) Ana Cristina Bolsonaro e o ex-secretário do Ministério da Saúde Élcio Franco, além do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

O vice-presidente não assegura que os depoimentos ocorrerão, uma vez que não são unanimidade dentro do G7 – grupo majoritário de oposição que comanda a comissão. “Ainda não temos uma posição pacificada, advogo para que ele seja ouvido novamente”, disse.

Um terceiro depoimento de Queiroga, por sua vez, é tido como “difícil” pelo senador em razão da necessidade de quarentena, visto que ele foi diagnosticado com Covid-19. “Aguardamos a recuperação, a qual rogamos que ocorra rápido, e que o ministro Queiroga possa retornar a esta Comissão Parlamentar de Inquérito”, reforçou.

Randolfe manifestou desejo de ouvir o depoimento de Ana Cristina Bolsonaro antes de encerrar os trabalhos. “Por mim, [a oitiva] já seria semana que vem. Mas não temos consenso em relação a isso”, concluiu.

Ameaça de Jair Renan

Randolfe afirma que a CPI ainda aguarda encaminhamento do presidente do Senado Federal, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), para saber como procederá em relação à ameaça do filho 04 de Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro, ao colegiado.

Recentemente, o presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), levou a denúncia a Pacheco. Jair Renan publicou vídeo nas redes sociais em que posa com armas e um recado “Alôôôô CPI“.

Segundo Aziz, o presidente do Senado externou solidariedade aos membros da comissão e se comprometeu a adotar as medidas cabíveis.

“O presidente do Senado Federal, primeiro, se solidarizou com os membros da CPI, classificou como inaceitável e um absurdo esse tipo de comportamento, seja de quem for”, disse nessa terça.

O vice-presidente da CPI acredita que o encaminhamento seria apresentar denúncia contra o filho do chefe do Executivo na Polícia Federal ou “na delegacia mais próxima”.

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