Randolfe consegue assinaturas para instalar CPI do MEC

Liderada pela oposição, nova CPI busca investigar gestão de Milton Ribeiro no Ministério da Educação. Ex-ministro foi preso pela PF

atualizado 23/06/2022 14:42

A CPI da COVID-19, também chamada de CPI PANDEMIA no senado federalIgo Estrela/Metrópoles

O requerimento de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Ministério da Educação (MEC) obteve, nesta quinta-feira (23/6), o número mínimo de assinaturas necessárias. O último signatário do requerimento é o senador Giordano (MDB-SP).

Encabeçada pelo líder da oposição no Senado Federal, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), a CPI do MEC busca investigar supostas fraudes cometidas na pasta durante a gestão do ex-ministro Milton Ribeiro – preso pela Polícia Federal, na quarta-feira (22/6), acusado de tráfico de influência, advocacia administrativa, prevaricação e corrupção passiva.

O senador tentava, desde março, conseguir as 27 assinaturas mínimas necessárias para que o presidente da Casa Alta, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), decida sobre a instalação do colegiado. A prisão do ex-ministro deu fôlego à oposição para tirar a CPI do papel.

Na quarta-feira, Pacheco defendeu que prosseguirá com a instalação, caso o requerimento esteja em conformidade com o regimento. No entanto, demonstrou ser contra a CPI, pelo tom eleitoreiro que deve ser formado em torno do assunto.

O temor de Pacheco é o mesmo de outros signatários da CPI do MEC, que desistiram posteriormente e solicitaram a retirada de assinaturas. Eles avaliam que a comissão parlamentar viraria um “palanque” para as eleições.

Confira a lista dos signatários: 

  1. Randolfe Rodrigues (Rede-AP);
  2. Paulo Paim (PT-RS); 
  3. Humberto Costa (PT-PE);
  4. Fabiano Contarato (PT-ES);
  5. Jorge Kajuru (Podemos-GO); 
  6. Zenaide Maia (PROS-RN);
  7. Paulo Rocha (PT-PA);
  8. Omar Aziz (PSD-AM);
  9. Rogério Carvalho (PT-SE);
  10. Reguffe (União-DF);
  11. Leila Barros (PDT-DF);
  12. Jean Paul Prates (PT-RN);
  13. Jaques Wagner (PT-BA); 
  14. Eliziane Gama (Cidadania-MA);
  15. Mara Gabrilli (PSDB-SP); 
  16. Nilda Gondim (MDB-PB);
  17. Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB);
  18. José Serra (PSDB-SP);
  19. Eduardo Braga (MDB-AM);
  20. Tasso Jereissati (PSDB-CE);
  21. Cid Gomes (PDT-CE);
  22. Alessandro Vieira (PSDB-SE);
  23. Dario Berger (PSB-SC);
  24. Simone Tebet (MDB-MS);
  25. Soraya Thronicke (União-MS);
  26. Rafael Tenório (MDB-AL);
  27. Giordano (MDB-SP). 

Prisão de Milton Ribeiro

A Polícia Federal prendeu preventivamente o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, na manhã de quarta-feira (22/6), em operação que investiga esquema de corrupção envolvendo pastores evangélicos durante a gestão dele à frente do MEC. Na quinta-feira (23/6), Ribeiro conseguiu um habeas corpus para ser solto.

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A operação apura suposto esquema de favorecimento em liberação de verbas do MEC para prefeituras ligadas aos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, ambos integrantes da Assembleia de Deus e sem nenhum cargo na pasta. Os dois também são alvo de investigação da PF.

A atuação incluiria pedidos de propina de um líder religioso a um prefeito para facilitar acesso a recursos da pasta. Para acelerar a liberação de verba do fundo orçamentário do ministério, o pastor Arilton Moura teria solicitado R$ 15 mil e 1 kg de ouro ao prefeito do município de Luís Domingues (MA), Gilberto Braga (PSDB).

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