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Política

PF relaciona esquema de fraude em registros de vacina ao gabinete do ódio

Investigação da PF citou o gabinete do ódio, que amplificava a difusão de notícias falsas sobre a pandemia e atacava a vacina da Covid-19

03/05/2023 17:31, atualizado 03/05/2023 17:32
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Breno Esaki/Metrópoles
PF Bolsonaro

A investigação da Polícia Federal (PF) que culminou na operação Venire, realizada nesta quarta-feira (3/5), traça um paralelo entre o grupo que fraudou cartões de vacinação e o gabinete digital que atuava em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Palácio do Planalto — conhecido como gabinete do ódio.

“Conforme apresentado em vários relatórios produzidos nos autos do Inq. 4874/DF [que investiga a atuação de milícias digitais], o mecanismo idealizado pelo autointitulado GDO (gabinete do ódio) reverberou e amplificou por multicanais a difusão de notícias falsas envolvendo a pandemia e ataques à vacinação contra covid-19, sendo objetos de investidas constantes realizadas pela milícia digital investigada”, considerou a autoridade policial.

O trecho está na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STFAlexandre de Moraes que autoriza a operação realizada nesta quarta.

Em seguida, a PF disse que a associação criminosa formada para inserir dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde buscou “manter coeso o elemento identitário do grupo em relação a suas pautas ideológicas”.

“Assim, percebe-se que a estrutura criminosa criada no município de Duque de Caxias/RJ foi utilizada para propiciar que pessoas do círculo próximo do ex-presidente da República Jair Bolsonaro pudessem burlar as regras sanitárias impostas na Pandemia da covid-19 e por outro lado, manter coeso o elemento identitário do grupo em relação a suas pautas ideológicas, no caso, sustentar o discurso voltado aos ataques à vacinação contra a Covid-19”.

Gabinete do ódio

O gabinete do ódio era comandado pelo filho 02 de Bolsonaro, o vereador do Rio Carlos, e os ex-servidores da Presidência Tercio Arnaud e Mateus Sales Gomes.

Carlos comandava a estratégia de comunicação do pai desde a campanha eleitoral de 2018. Depois que Jair Bolsonaro assumiu a Presidência da República, o grupo ficou responsável pela comunicação no governo nas redes sociais, marcada por ataques a opositores do governo e a membros da imprensa.

Na disputa pela reeleição em 2022, o grupo entrou em atrito com a ala política da campanha, composta pelo PL e demais partidos do Centrão.

Operação Venire

Nesta quarta-feira (3/5), a PF deflagrou a Operação Venire, cujo nome deriva do princípio “Venire contra factum proprium”, que significa “vir contra seus próprios atos”: “Ninguém pode comportar-se contra seus próprios atos”. É um princípio-base do direito civil e do direito internacional que veda comportamentos contraditórios de uma pessoa.

A casa de Bolsonaro foi alvo de busca e apreensão. O celular dele foi retido pelos agentes policiais.

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Homens da Polícia Federal
Movimentação na frente da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro
Operação da PF
Movimentação na rua do ex-presidente Jair Bolsonaro
Operação da PF tem como alvo adulteração em cartões de vacina da Covid-19
Homens da Polícia Federal na operação que apreendeu celular de Bolsonaro em maio
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Homens da Polícia Federal na operação que apreendeu celular de Bolsonaro em maio

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Movimentação na frente da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro
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Movimentação na frente da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro

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Operação da PF
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Movimentação na rua do ex-presidente Jair Bolsonaro
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Movimentação na rua do ex-presidente Jair Bolsonaro

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Operação da PF tem como alvo adulteração em cartões de vacina da Covid-19
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Operação da PF tem como alvo adulteração em cartões de vacina da Covid-19

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Agentes da PF na casa de Bolsonaro
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Agentes da PF na casa de Bolsonaro

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Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na casa de Bolsonaro
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Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na casa de Bolsonaro

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Polícia Federal, nesta quarta-feira, faz busca e apreensão na casa do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro após prisão de seu ex-ajudante Mauro Cid
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Polícia Federal, nesta quarta-feira, faz busca e apreensão na casa do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro após prisão de seu ex-ajudante Mauro Cid

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Advogado de Bolsonaro chega ao Solar de Brasília II para acompanhar a busca e apreensão na casa do ex-presidente
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Advogado de Bolsonaro chega ao Solar de Brasília II para acompanhar a busca e apreensão na casa do ex-presidente

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Bolsonaro é investigado na Operação Venire, que investiga associação criminosa acusada de inserção de dados falsos de vacinação contra a Covid-19
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Bolsonaro é investigado na Operação Venire, que investiga associação criminosa acusada de inserção de dados falsos de vacinação contra a Covid-19

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A PF também prendeu, nesta quarta-feira (3/5), o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro
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A PF também prendeu, nesta quarta-feira (3/5), o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro

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Segundo a PF, os suspeitos da fraude inseriram dados falsos de vacinas contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde entre novembro de 2021 e dezembro de 2022.

O objetivo foi emitir certificados falsos de vacinação para pessoas que não tinham sido imunizadas e, dessa forma, permitir que elas pudessem viajar e acessar locais onde a imunização era obrigatória.

A corporação identificou a falsificação de dados de vacina da Covid do ex-presidente Jair Bolsonaro; de sua filha mais nova, Laura Bolsonaro; de Mauro Cid, um dos ex-auxiliares de Bolsonaro presos; da esposa de Cid; e da filha de Cid.