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Política

PF investiga se Sérgio Cabral financiou dossiês contra Marcelo Bretas

Um inspetor havia feito pesquisas no sistema interno da Polícia Civil em busca de anotações criminais nos nomes do magistrado e da esposa

08/11/2017 15:16, atualizado 08/11/2017 15:19
Memória EBC/Divulgação
PF investiga se Sérgio Cabral financiou dossiês contra Marcelo Bretas

A Polícia Federal abriu investigações para averiguar a produção de dossiês contra o juiz federal Marcelo Bretas e contra procuradores do Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro. Há suspeitas de que Sérgio Cabral, ex-governador do estado, esteja envolvido. As informações são do jornal O Globo.

O ex-governador está recluso desde 17 de novembro do ano passado em Benfica, na Zona Norte do Rio, a pedido de Bretas. A desconfiança é de que Cabral esteja por trás da produção dos documentos sobre o magistrado, que responde pelas ações judiciais da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro. O político teria usado sua influência política como ex-governador para encomendar o levantamento sobre a vida de Marcelo Bretas.

A Secretaria de Segurança Pública do Rio foi requisitada a esclarecer o caso e informou em relatório à PF que um inspetor da 22ª DP, na Penha, havia feito pesquisas no sistema interno da Polícia Civil em busca de anotações criminais nos nomes de Bretas e da esposa, a também juíza Simone Bretas. As pesquisas teriam ocorrido pelo menos em janeiro, maio e setembro de 2017, quando Cabral já estava preso.

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Ameaça e pedido de transferência
Durante o último depoimento de Cabral, em 23 de outubro, o ex-governador discutiu asperamente com Marcelo Bretas. O magistrado entendeu que a fala do político era uma ameaça a Bretas e sua família, e ficou convencido de que Sérgio Cabral recebia informações indevidas dentro da cadeia carioca.

Assim, no mesmo dia, Marcelo Bretas determinou a transferência do político para um presídio federal. Dias depois, ficou decidido que ele seguiria para Campo Grande (MS), mas o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes concedeu liminar garantindo a permanência de Sérgio Cabral no Rio de Janeiro.