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Após pedido do Ministério Público Federal (MPF), o juiz Marcelo Bretas determinou a transferência do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) para um presídio federal nesta segunda-feira (23/10). De acordo com o procurador Sérgio Pinel, Cabral demonstrou no depoimento que está recebendo informações indevidas na cadeia. A informação é do blog do Fausto Macedo, do Estado de São Paulo.

O ex-governador citou, por exemplo, que o marqueteiro Renato Pereira firmou acordo de delação premiada. Segundo o MPF, as “informações indevidas” prejudicam a instrução do processo.

O presídio para onde o peemedebista será enviado ainda não foi escolhido. A ordem do juiz será encaminhada ao Ministério da Justiça, que decidirá em qual unidade Cabral ficará preso.

Veja vídeo da audiência:


A decisão de transferir Sérgio Cabral ocorreu em uma audiência marcada por tensão entre o réu e o magistrado. Bretas chegou a suspender a sessão por cinco minutos.

“O senhor está encontrando em mim uma possibilidade de gerar uma projeção pessoal me fazendo um calvário”, disse o ex-governador. Sérgio Cabral já soma mais de 70 anos de prisão, em três sentenças.

O juiz ficou irritado quando Cabral, ao dizer que comprou joias com dinheiro de caixa dois, mencionou que a família de Bretas trabalhava com a venda de bijouterias. O magistrado reclamou de o ex-governador ter demonstrado conhecimento sobre detalhes de familiares seus, o que pesou na aceitação quase imediata do pedido.

“Isso pode ser subentendido como ameaça. E a lei veda que o próprio acusado crie uma suspeição que não derive de orientação técnica”, disse Bretas. “Isso vem de pessoa que está obviamente chateada por questões que lhe são contrárias”, completou.

 

 

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