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O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB) foi condenado, nesta quarta-feira (20/9), a 45 anos de prisão e 2 meses de reclusão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Essa foi a primeira sentença do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, sobre o peemedebista, que já foi condenado pelo juiz Sérgio Moro a 14 anos e 2 meses de reclusão, por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e pertinência à organização criminosa. Bretas ainda vai julgar outros 12 processos nos quais o ex-governador é réu.

Segundo denúncia apresentada com base na operação Calicute, desdobramento da Lava Jato, o esquema, que motivou a nova condenação, desviava verbas de contratos do governo do Rio com empreiteiras. Eram obras financiadas pelo governo federal a partir de 2007. Além de Cabral, a sentença do juiz Marcelo Bretas também condena outras 11 pessoas por participação no esquema.

Depoimentos 
No depoimento da Operação Calicute, a primeira vez em que ficou cara a cara com Bretas, o ex-governador repetiu a estratégia adotada quando foi ouvido pelo juiz Sergio Moro e não respondeu às perguntas do juiz ou do MPF.

O peemedebista falou somente quando foi questionado por seus advogados e a defesa de sua mulher, Adriana Ancelmo. Na ocasião, Sérgio Cabral negou ter sido beneficiário com propina de 5% em obras do governo do estado e admitiu ter comprado joias e feito o pagamento com dinheiro em espécie de sobras de campanha.

Nos depoimentos seguintes, a defesa mudou a estratégia e o ex-governador passou a responder perguntas. Foi quando chegou a chamar de maluquice as afirmações de delatores de que ele cobrava os 5% em propina.

Sérgio Cabral está preso desde novembro do ano passado.

 

 

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