Petroleiros chamam Bolsonaro de “cínico” após mais ataques à Petrobras

Mais cedo, presidente disse que só haverá interferência na Petrobras por vias legais e que empresa lucra em cima do sofrimento da população

atualizado 12/05/2022 18:08

Divulgação/FUP

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) chamou o presidente Jair Bolsonaro (PL) de “cínico” após o chefe do Executivo federal voltar a criticar a Petrobras, nesta quinta-feira (12/5).

Mais cedo, durante passeio de carro por Pariquera-Açu, em São Paulo, o presidente disse que não haverá interferência na estatal, a não ser, segundo ele, “pelas vias legais”. Bolsonaro também disse que a empresa, cada vez mais, fatura em cima do sofrimento do povo brasileiro.

Na semana passada, a Petrobras anunciou lucro de R$ 44,561 bilhões no primeiro trimestre de 2022 — resultado 3.718,4% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando a estatal faturou R$ 1,167 bilhão.

Ao responder à declaração do presidente, a FUP ressaltou que Bolsonaro “tenta jogar o povo contra a empresa para privatizá-la”.

Veja:

Trocas na Petrobras

Antes mesmo de assumir a Presidência da República, Bolsonaro indicou Roberto Castello Branco para comandar a Petrobras. Depois, em fevereiro de 2021, substituiu o então chefe da petroleira pelo general Joaquim Silva e Luna. Neste ano, o militar deixou a estatal após o mandatário do país indicar José Mauro Ferreira Coelho para a presidência da estatal.

Nas duas últimas ocasiões, as trocas foram feitas em meio à alta no preço dos combustíveis.

Cabe ao governo indicar um nome para o comando da Petrobras. Para que uma substituição seja concretizada, a indicação precisa do aval do Conselho de Administração da empresa.

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