Pazuello respondeu inquérito por obrigar soldado a carregar carroça

Segundo apurou o Estadão, Pazuello, enquanto era comandante de quartel, quis repreender dois militares que fizeram cavalo levar carroça

atualizado

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CPI COVID SENADO FEDERAL ex ministr pazuello
1 de 1 CPI COVID SENADO FEDERAL ex ministr pazuello - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello teria ordenado que um jovem recruta negro tomasse o lugar de um cavalo, em uma carroça, enquanto era comandante do quartel de Depósito Central de Munições do Exército, em Paracambi, a 70 km do Rio de Janeiro. A informação foi divulgada neste domingo (30/5) pelo jornal Estadão, em um perfil feito pelo diário sobre o general.

Segundo o relatório, Pazuello, que então era tenente-coronel, avistou os dois militares conduzindo uma carroça e que, segundo ele, maltratavam o animal. Por isso, o general mandou pararem, desatrelarem o cavalo e “atrelar” a carroça a Carlos Vítor de Souza Chagas, a época, com 19 anos.

Em entrevista à reportagem do Estadão, Chagas disse que não estava à frente do veículo. Mesmo assim, foi alvo da retaliação de Pazuello. “Eu não estava pilotando o cavalo, estava na carroça. Quem estava era o outro garoto”, disse.

 “Pelo meu tio, eu botava para frente (na Justiça), mas eu dei mais ouvido ao meu pai, que é evangélico, por medo de represália. Isso aí agora está nas mãos de Deus, Ele é o Senhor de todas as coisas.”
Inquérito arquivado

O caso ocorreu em 11 de janeiro de 2005, e a 1ª Região Militar resolveu pela abertura do Inquérito Policial Militar (IPM) a fim de apurar a conduta do oficial. Mais tarde, o inquérito acabou arquivado.

A defesa de Pazuello afirmou que ele usava de “seriedade e dignidade” para se relacionar com os subalternos. Outros militares, em depoimento, confirmaram que o réu não tinha o objetivo de maltratar o recruta.

“Há aspectos pessoais da vida de Pazuello que demonstram sua familiaridade e, sobretudo, amor aos equinos”, diz o documento. No inquérito, Pazuello argumentou ter tomado a atitude “para a preservação da boa saúde dos cavalos de tração utilizados na OM (organização militar)”.

Segundo o jornal, o advogado de Pazuello, Zoser Hardman, não respondeu à reportagem.

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